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bombacha
05/10/2006, 15:38
Investimentos no governo Lula são equivalentes aos dois últimos anos de FHC

Entre as causas do crescimento reduzido da economia brasileira, encontram-se os investimentos* declinantes do setor público, tendência observada nas últimas décadas. De 2001 para cá, porém, o quadro agravou-se. Em valores atualizados, a soma de todas as aplicações feitas durante o atual governo, até setembro deste ano, totalizam R$ 34,7 bilhões contra R$ 34,5 bilhões investidos nos últimos dois anos do governo passado.

No primeiro ano do governo Lula, os investimentos, incluindo os restos a pagar pagos, foram da ordem de R$ 6,1 bilhões. Em 2004, subiram 61% e atingiram R$ 9,8 bilhões. No ano passado, a cifra total de aplicações chegou a R$ 10,4 bilhões. Este ano, até 23 de setembro, o governo já investiu R$ 8,3 bilhões. Clique aqui (http://contasabertas.uol.com.br/noticias/imagens/SG_-_UNIÃO_-_GND_-_2001_A_2006_-_ATÉ_23-09(1).xls), para ver os investimentos em valores correntes e constantes (corrigidos) nos últimos seis anos.

O total em quase quatro anos de gestão petista, (R$ 34,7 bilhões) atualizado pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas, é praticamente igual a dois anos do governo FHC. Nesse período, foram aplicados R$ 16,8 bilhões em 2001 e R$ 17,7 bilhões em 2002.

A comparação dos investimentos nos dois últimos anos da gestão de Fernando Henrique, com todo o período do governo Lula até agora, mostra que diversos ministérios sofreram expressivas quedas. É o caso do Ministério do Trabalho e Emprego que investiu R$ 169,2 milhões em 2001 e 2002 e, em quase quatro anos, apenas R$ 78,3 milhões.

Outra pasta bastante prejudicada com redução de 31,2%, foi o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que recebeu apenas R$ 509,5 milhões neste governo e R$ 740 milhões nos dois últimos anos da gestão passada.

Na lista de órgãos menos favorecidos, também está o ministério sob o comando da ministra Marina Silva, que recebeu 57,1% a menos de investimentos. Em 2001 e 2002, o Meio Ambiente contou com R$ 447 milhões, enquanto que na adiministração petista sua verba se restringiu a R$ 192 milhões. O Ministério das Comunicações, que teve R$ 121,7 investidos nos dois últimos anos de FHC, sofreu baixa de 32,1% com apenas R$ 82,6 milhões nos últimos quatro anos.

As aplicações feitas no Ministério da Saúde (MS), em 2005 e 2006, que totalizam aproximadamente 2 bilhões, também foram menores comparadas com os dois anos finais (R$ 4,7 bilhões) do governo FHC. As tímidas aplicações neste período provocaram queda de 57,32%.

No Ministério da Justiça, os anos de 2001 e 2002 (R$ 2 bilhões) também superaram os quase quatro anos da administração atual (R$ 1,7 bilhão). A pasta, que realiza boa parte das aplicações em segurança pública, teve apenas R$ 770 milhões efetivamente pagos nos últimos dois anos do governo Lula. Clique aqui (http://contasabertas.uol.com.br/noticias/imagens/investimentos-28set.xls), para ver os valores de todos os ministérios, considerando os valores pagos nos exercícios e os restos a pagar pagos.

Como explicar a redução dos investimentos

Nos últimos vinte anos (1985-2005), as despesas do Executivo, Legislativo e Judiciário cresceram acentuadamente. Os juros e encargos da dívida pública elevaram-se, neste período, a uma taxa média anual real de 10,6% ao ano. Os benefícios previdenciários aumentaram, no mesmo intervalo, 13,1 % ao ano. Da mesma forma, as despesas com pessoal e encargos subiram para 9,4% ao ano. Essas elevações reais superaram, em muito, o crescimento do Produto Interno Bruto.

A Constituição de 88, ao resgatar a “dívida social”, alterou a estrutura dos gastos, introduzindo o conceito de “seguridade social”, englobando as áreas de previdência e assistência social e saúde. Paralelamente, foram criadas novas “contribuições sociais”. Foi definido ainda, que o excedente não financiado pelas contribuições previdenciárias, teria recursos garantidos do Tesouro. As medidas estabeleceram um canal indevido de comunicação entre os recursos dos caixas do Tesouro e do INSS. Tudo isso ampliou as despesas da União, sem elevar na mesma proporção, as receitas do Governo Federal.

A título de exemplo, a Constituição de 88 aumentou as despesas com inativos e pensionistas e incrementou de forma expressiva as despesas do INSS. Estima-se que cerca de 400.000 celetistas tenham ganho direito a aposentadoria, sem jamais terem feito qualquer contribuição prévia que lhes permitisse assegurar o benefício.

A Constituição de 88 concedeu, também, autonomia financeira e administrativa aos Poderes. A mudança acarretou aumento das despesas com pessoal do Judiciário e do Legislativo. Exemplo disso é a participação dos gastos com pessoal do Poder Judiciário na área federal que cresceu de 4% em 1987 para 12% em 1999. Simultaneamente, para tentar equilibrar receitas e despesas, o Governo Federal elevou a carga tributária de 25% do PIB em 1980, para aproximadamente 37% em 2005. Os sucessivos recordes de arrecadação, contudo, não refletem em benefícios diretos à economia brasileira.

Em nome do ajuste fiscal, os investimentos em áreas vitais, como energia e transportes, foram reduzidos ao longo das últimas décadas, o que nos levou aos apagões e ao deplorável estado das rodovias brasileiras. Melhor seria, termos buscado o ajuste fiscal por meio do combate à sonegação, da incorporação da economia informal, da recuperação de créditos da Dívida Ativa da União, da otimização do uso do Patrimônio da União e, inevitavelmente, da contenção dos gastos correntes.

Em decorrência da busca de vultuosos superávits primários (em 2005 de 4,84% do PIB, ou seja, R$ 93,5 bilhões), imprescindíveis para o pagamento dos juros das dívidas (sobretudo a interna), foram reduzidos os investimentos federais, quando o correto seria a compressão dos gastos correntes. Apesar dos relevantes superávits, a incorporação de juros recordes (R$ 157,1 bilhões em 2005) provocou uma dívida líquida do setor público que foi de R$ 1 trilhão no mesmo ano.

A redução da poupança pública associada à política de taxas de juros elevadas também implicou no crescimento do endividamento público. Simultaneamente, a deficiente oferta de infra-estrutura (vide estradas e setor elétrico) aumentou a percepção do risco do País e os juros. O combate rigoroso à inflação como meta política do governo, é mais uma causa para os juros elevados, que impedem a compressão da razão dívida líquida / PIB.

Nas últimas décadas, a redução dos investimentos da União foi flagrante. Em uma perspectiva ampla, há 20 anos, não se observava um triênio com investimentos da União tão reduzidos como no período entre 2003 e 2005. Clique aqui (http://contasabertas.uol.com.br/noticias/imagens/investimentos-1980_A_2006.xls), para ver uma série histórica de investimentos da União de 1980 à 2005 (despesa liquidada, sem os restos a pagar).

Ainda que os índices de atualizações dos investimentos (IGP-DI da FGV) possam sem questionados, em valores atualizados, os investimentos dos últimos 24 meses do governo FHC são equivalentes aos 44 meses do governo Lula. Convém ressaltar, que o IGP-DI também é utilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional nas correções de despesas.

Mesmo com a recuperação dos investimentos observada em 2005 e 2006, se não houver uma redução substancial dos gastos correntes, será impossível conjugar a ampliação dos investimentos federais com a redução da dívida pública e da carga tributária.

Nessa perspectiva, o Contas Abertas acompanha minuciosamente a execução do Orçamento da União, informando os dispêndios públicos. Essa prática estimula a participação popular na discussão da execução orçamentária, amplia a transparência, o controle social e aprimora a qualidade e a legalidade dos gastos. A sociedade tem o direito de saber como são utilizados os recursos dos impostos, taxas e contribuições.

*INVESTIMENTO é a Despesa de Capital que compreende os gastos para planejamento e execução de obras, inclusive os destinados à aquisição de imóveis considerados necessários à realização dessas últimas, assim como para os programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou financeiro (art. 12, § 4º, Lei 4.320/64). Os investimentos mencionados nesta matéria não incluem as Empresas Estatais.

Da Redação
Do Contas Abertas

28/9/2006

http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=1514

MdM
05/10/2006, 19:52
Gozado que nenhum Lulista comenta aqui !!! :?

Darkness
05/10/2006, 21:57
Alguem põe aí na conta a parte dos 30 bilhões de Dólares do FMI que foi pra investimento..

Se duvidar as medidas contra-apagão contam também.

Ellendill
05/10/2006, 22:09
Se eles são lulistas nos somos o que "alckmistas"

desculpa devia ficar quieto.....

bombacha
05/10/2006, 23:20
Alguem põe aí na conta a parte dos 30 bilhões de Dólares do FMI que foi pra investimento..

Se duvidar as medidas contra-apagão contam também.

Então põe na conta também os juros extras e desnecessários que o Brasil pagou e vai pagar por muito tempo por conta dos títulos que esse governo de factóides emitiu para pagar essa dívida de juros baixos do FMI.

MdM
05/10/2006, 23:23
Se eles são lulistas nos somos o que "alckmistas"

desculpa devia ficar quieto.....

A cegueira pra quem é PT ou Lula, é igual a cegueira pra quem é da al qaeda, corintiano....manja ? Muito menor pra quem é alckmin pq o Lula nao fez nada em 4 anos para merecer mais 4 !!!

Lula é como o Corinthans. O povo gosta até com argentino jogando no time !!!

Darkness
05/10/2006, 23:32
Então põe na conta também os juros extras e desnecessários que o Brasil pagou e vai pagar por muito tempo por conta dos títulos que esse governo de factóides emitiu para pagar essa dívida de juros baixos do FMI.

Depois sou eu que mudo de assunto..

O que você prefere, dívida em dólar com juros normais ou dívida em reais com juros altos (mas decrescentes, aquele título foram emitidos com base numa Selic de mais de 20%, hj está quase a metade disso..)

Harpia
06/10/2006, 07:29
As pessoas deveriam entender um pouco sobre o perfil da dívida antes de falar, o que o Lula fez o FHC faria também e qualquer outro presidente.

black_label
06/10/2006, 10:00
A cegueira pra quem é PT ou Lula, é igual a cegueira pra quem é da al qaeda, corintiano....manja ? Muito menor pra quem é alckmin pq o Lula nao fez nada em 4 anos para merecer mais 4 !!!

Lula é como o Corinthans. O povo gosta até com argentino jogando no time !!!


Cara, na boa... veja o que escreveu e veja se não se aplica direitinho a vc?

Várias tentativas de se conversar e debater assuntos, que nem todos dominamos, mas nos esforçamos para buscar informações, e vc só fala que o Lula é feio, Petista é mongolóide, burro e corrupto.

Se liga MdM, vc é um cara inteligente, poderia sair da "torcida" pelo seu candidato e conversar conosco.

Tô desistindo de ler esses tópicos, tá fod@ ver neguinho na torcida organizada e não contribuir com nada.

Darkness
06/10/2006, 10:00
As pessoas deveriam entender um pouco sobre o perfil da dívida antes de falar, o que o Lula fez o FHC faria também e qualquer outro presidente.

Qnd é contra o Lula ngm entende nada..

Tudo que ele fez é errado..

João_Canabrava
06/10/2006, 12:15
Qnd é contra o Lula ngm entende nada..

Tudo que ele fez é errado..


igual com o FHC não?

Para o PT, tudo o que o FHC fez, ele metia o grito, estando certos ou errados... Depois no governo lula, fizeram muitas coisas que FHC fez ou tentou fazer... chega a ser muito engraçado.

Na verdade, só se inverteram as posições. Se alkimin ganhar, vão se inverter denovo... dança das cadeiras apenas...

saullopcb
06/10/2006, 13:09
Resumindo : Tudo Farinha do mesmo saco !!! Nao vai mudar nada de concreto, como nao mudou nos ultimos 4 anos !!!

Harpia
06/10/2006, 13:24
Exatamente isto.

bombacha
06/10/2006, 17:29
Depois sou eu que mudo de assunto..
O que você prefere, dívida em dólar com juros normais ou dívida em reais com juros altos (mas decrescentes, aquele título foram emitidos com base numa Selic de mais de 20%, hj está quase a metade disso..)

É o seguinte: o Brasil PERDEU dinheiro nessa brincadeira de antecipar o pagamento da dívida com o FMI, que cobra juros em torno de 5%, enquanto existem outros empréstimos a 9% ou até mais. Ao invés de pagar esses, o governo pagou a dívida com o FMI. Fez isso para dizer aos incautos que "quitou a dívida do FMI", "livrou o país do FMI", enfim, fez isso para gerar um factóide qualquer e desviar a atenção de outras questões.

Além disso, a reportagem do tópico trata de INVESTIMENTOS, e não de pagamento da dívida pública. O próprio texto do Contas Abertas faz essa ressalva, ao explicar o que são esses investimentos.


*INVESTIMENTO é a Despesa de Capital que compreende os gastos para planejamento e execução de obras, inclusive os destinados à aquisição de imóveis considerados necessários à realização dessas últimas, assim como para os programas especiais de trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou financeiro (art. 12, § 4º, Lei 4.320/64). Os investimentos mencionados nesta matéria não incluem as Empresas Estatais.

Portanto, três hipóteses:

1) Você não leu o texto ou;
2) Leu e mudou de assunto quando falou de dívida pública quando o tópico era para comparar investimentos ou;
3) Leu e quer dizer que o governo só investiu menos porque economizou para a dívida do FMI - o que configura um erro, porque se for assim, então deve-se incluir na conta do FHC o que ele quitou da dívida.

Se tem uma quarta hipótese, por favor.

Darkness
06/10/2006, 19:12
É o seguinte: o Brasil PERDEU dinheiro nessa brincadeira de antecipar o pagamento da dívida com o FMI, que cobra juros em torno de 5%, enquanto existem outros empréstimos a 9% ou até mais. Ao invés de pagar esses, o governo pagou a dívida com o FMI. Fez isso para dizer aos incautos que "quitou a dívida do FMI", "livrou o país do FMI", enfim, fez isso para gerar um factóide qualquer e desviar a atenção de outras questões.

Além disso, a reportagem do tópico trata de INVESTIMENTOS, e não de pagamento da dívida pública. O próprio texto do Contas Abertas faz essa ressalva, ao explicar o que são esses investimentos.



Portanto, três hipóteses:

1) Você não leu o texto ou;
2) Leu e mudou de assunto quando falou de dívida pública quando o tópico era para comparar investimentos ou;
3) Leu e quer dizer que o governo só investiu menos porque economizou para a dívida do FMI - o que configura um erro, porque se for assim, então deve-se incluir na conta do FHC o que ele quitou da dívida.

Se tem uma quarta hipótese, por favor.

A terceira é a que mais se aproxima, embora não seja "só" por isso, citei outras coisas no início do tópico.

O FHC pagou quanto da dívida??
Quem eu saiba ele a aumentou (me refiro a externa), inclusive com os U$$ 30 Bi de 2001/02..

bombacha
06/10/2006, 21:00
A terceira é a que mais se aproxima, embora não seja "só" por isso, citei outras coisas no início do tópico.

O FHC pagou quanto da dívida??
Quem eu saiba ele a aumentou (me refiro a externa), inclusive com os U$$ 30 Bi de 2001/02..


A terceira é a que mais se aproxima, embora não seja "só" por isso, citei outras coisas no início do tópico.

O FHC pagou quanto da dívida??
Quem eu saiba ele a aumentou (me refiro a externa), inclusive com os U$$ 30 Bi de 2001/02..

Ok, mas o assunto do tópico era investimenos e não pagamento de dívidas. Nesse caso, hipótese quatro: você começou a ler e não foi até o fim. Comprensível; esses textos com muitas informações são enfadonhos;
Em relação às "outras coisas", o que eu vi foi "medidas contra apagão"; só se for o apagão de ética que se abateu sobre o governo...

O governante que se diz preocupado em desenvolver o país sabe que é necessário investir e, segundo esses dados, FHC investiu mais no país em 2 anos do que lula em 3 e meio. E, claro, fez isso também pagando a dívida externa.

Em relação a ela, vou procurar números. O STN só disponibiliza a DMI e outras cositas más e o Bacen só tem estudo sobre dívida externa até o início da década de 90, o que não me interessa agora. Você pode me ajudar nessa empreitada mostrando informações que mostrem que a dívida externa no governo FHC cresceu e, após o governo Lula, começou a cair. Shall we?

CapBlah
06/10/2006, 23:41
Foi nessa de acertar as contas que a Erundina se ferrou de verde e amarelo.

Ela pegou as contas da prefeitura em um estado calamitoso, pelo Sr. Dr. Ilmo. Paulo "FUDDAMUCKA" Maluf, gerou receita, pagou todo mundo, deixou a conta bunitinhamente como deveria e acabou seu mandato... Me diz o que que lembram dela ?

Política é uma coisa suja... Práticas eleitoreiras demandam coisa vistosa, números grandes, que aí sim vão lembrar de você. Se vc arrumar as contas todas, vão dizer que não fez mais do que a obrigação... Se vc entupir o blablabla (município, estado, país) de dívidas, vc pode se escorar do "Eu estava promovendo o desenvolvimento"... E todos baterão palmas e se esquecerão das falcatruas, devios de verbas, etc, etc, etc... É como um "salvo conduto".

Sinceramente ? Pensa assim ? Volta pra Ditadura, que é o que eles faziam de melhor... Às custas de dívidas, o país andava numa "evolução" só... "Brasil. O País do Futuro."

Piada de mal gosto...

bombacha
07/10/2006, 00:34
O político sempre deve aliar ganho político com ganho real; não pode penser somente para um lado ou outro sob pena ou de ferrar com a sua carreira ou sob pena de ferrar o povo. Erundina talvez seja um caso de injustiçada, mas existem vários exemplos de políticos que botaram a mão na massa e ganharam com isso. E também exemplos de políticos "tocadores de máquina" que no fim das contas se deram mal. Enfim, não existe um regra geral.

Além disso, o exemplo que você cita é para aqueles onde não existe dinheiro e, sob irresponsabilidade fiscal, o governante endivida o Estado e faz suas obras. No caso do governo federal a coisa é diferente. Tirando os empenhos obrigatórios, existe muita margem para o bom político e administrador trabalhar; e nessa situação ele vai ter a chave do cofre e aí que nós vamos ver quem gasta e investe bem e quem simplesmente não investe, como é o caso do Lula e da maior parte dos petistas - e nesse caso posso me perder em exemplos de petistas inábeis nesse quesito.

Agora, não me venha dizer que se alguém deseja investimento deve pedir a volta da Ditadura. Só porque você votou no Lula esperando algo que você não viu nem a sombra, não será por isso que o que ele prometia (desenvolver o país! cortar o dinheiro dos banqueiros e investir no país!) é errado.

MdM
07/10/2006, 05:30
d0l1PEzozyA

Darkness
07/10/2006, 13:53
O governante que se diz preocupado em desenvolver o país sabe que é necessário investir e, segundo esses dados, FHC investiu mais no país em 2 anos do que lula em 3 e meio. E, claro, fez isso também pagando a dívida externa.

Mentira, fez isso pagando os juros da dívida, o que é feito desde 1826 sem mérito pra ngm..




Shall we?


We must.

Darkness
07/10/2006, 14:09
Bombacha, isso serve também para aquela nossa discussão sobre o custo da dívida..

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http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11505&alterarHomeAtual=1

Nível de endividamento externo é o mais baixo desde 1995
Em maio, a dívida externa total do país (pública e privada) atingiu US$ 160 bilhões. É o patamar mais baixo desde dezembro de 1995. De lá para cá, o pico da dívida foi de US$ 241 bilhões, registrado em 1999 e 2000.
André Barrocal – Carta Maior
BRASÍLIA - Os dirigentes de bancos centrais pelo mundo gostam de comparar a situação de um país que tem dívida externa e dívida interna em moeda estrangeira à lenda bíblica de Adão e Eva. A mordida da maçã, o fruto proibido, deu origem ao infortúnio do casal, que acabou expulso do paraíso. No plano econômico, dever em moeda alheia empurra um país para fora do “paraíso”, na medida em que o controle daquele moeda não lhe pertence. Seria o “pecado original”, como disse o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, à Comissão Mista de Orçamento do Congresso, em audiência pública na terça-feira (20) (leia: Indicadores do BC se chocam com medidas fragilizantes (http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11494)).

A necessidade de ao menos tentar se reaproximar do “paraíso” levou o governo a tomar medidas para contornar o “pecado original” nos últimos anos, política favorecida pela trajetória de calmaria (ainda que com os abalos ocorridos há algumas semanas) do mercado. A decisão produziu dois resultados importantes. A queda da dívida externa (pública e privada) para o menor valor em mais de dez anos, embora ainda continue alta e com parcela expressiva de curto prazo. E a neutralização do impacto de eventual disparada do dólar sobre a dívida interna. Nos dois casos, aliviou-se a dívida pública como um todo, ou seja, diminuiu a pressão por mais arrocho fiscal, que compromete os investimentos públicos, e juros mais elevados, que afetam o crescimento.

Em maio, a dívida externa total do país (pública e privada) atingiu US$ 160 bilhões, segundo dados divulgados pelo BC nesta quarta-feira (21). É o patamar mais baixo desde dezembro de 1995. De lá para cá, o pico da dívida foi de US$ 241 bilhões, registrado em 1999 e 2000. No fim de maio, o Brasil teria condições de liquidar toda a dívida usando os dólares guardados no BC e os obtidos em sete meses de exportação. Em 1999, teria de gastar as reservas e mais 32 meses de dólares de exportação. Apenas a dívida externa do setor público já pode ser paga, hoje, quase integralmente só com as reservas do BC.

Para abater o endividamento externo, o governo livrou-se do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao quitar mais de US$ 15 bilhões no fim do ano passado. Em 2006, está resgatando dívida nascida do calote dos anos 80. Já pagou mais de US$ 10 bilhões e, até o fim do ano, a despesa somará US$ 20 bilhões. O resgate das dívidas ajudou a ampliar os prazos de vencimentos. Hoje, o governo não tem mais dívida externa de curto prazo (12 meses). Os atuais compromissos de curto prazo são todos de empresas privadas e bancos (inclusive oficiais), cerca de US$ 18 bilhões este ano, volume ainda tido como elevado.

No caso da dívida interna atrelada ao dólar, houve uma mudança significativa no perfil dos títulos públicos negociados no mercado. Em setembro de 2002, 40% dos papéis estavam indexados ao câmbio. A escalada da moeda americana naquele ano a quase R$ 4 comprometeu parcela expressiva da dívida. Hoje, embora ainda existam títulos corrigidos pelo dólar circulando no mercado, na prática, é como se não houvesse. O governo tem contratos com especuladores nos quais ganha se o dólar subir. E a quantidade dos contratos é suficiente para anular prejuízos com a dívida cambial.

No processo de zeragem da dívida cambial, o governo trocou US$ 73 bilhões em títulos daquele tipo, entre 2003 e maio deste ano, por papéis indexados a outras referências de remuneração, como o juro do BC ou a inflação, por exemplo.

Darkness
07/10/2006, 14:13
Fora isso, achei um g´rafico que mostra que a dívida Externa do Brasil caiu U$$ 15 Bi entre 99-2002, e caiu U$$ 50 Bi entre 2003-Maio de 2006.

Como vê, são 35 Bilhões de dólares de diferença..

bombacha
07/10/2006, 17:10
Os ganhos em relação a trocas de bradies por outros tipos de mecanismos só são obvios agora; na época não era tão evidente assim. Quem imaginaria pelos idos de 97 crises tão fortes a ponto de causar uma valorização tão alta do dólar? Só com bola de cristal.

Além disso, a informação tem que separar dívida mobiliária interna da externa, se não não adianta. A dívida interna cresce direto; há uns meses chegou a 1 trilhão. O que interessa é os valores da dívida externa de 93 até agora.

Darkness
07/10/2006, 19:20
Bombacha, esses valores são da dívida externa cara, tive cuidado de não misturar os dados, como vc propôs, pesquise e achará as mesmas coisas..

:up:

nigo
08/10/2006, 00:45
nenhum dado vindo do PT ou do governo federal da p/ acreditar

alias, de nenhum partido ou governo no mundo....

todos manipulados