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Tópico: EconomicsCentral | Termômetro da economia brasileira (indicadores da atividade econômica)

  1. #441
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    http://www.freetheworld.com/2015/eco...world-2015.pdf




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    É só olhar o mapa e ter o mínimo de discernimento geoeconômico para ver a óbvia correlação entre liberdade e desenvolvimento econômico.


    Isso significa que todo país liberal é rico: não.


    Isso significa que, para ser rico, tem que ser livre.


    Os países mais fudidos do mundo são fechados. Os países que mais retrocederam nos últimos anos são fechados. Pior do que os fechados, só os que estão em guerra.


    Quando tempo os imbecis vão continuar negando a realidade?


    Especialmente curioso ver a situação da Grécia, um pária na UE.



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    Última edição por nigo; em 16/09/2015 às 10:10.
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  2. #442
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    Da fábrica de iogurte ao colapso fiscal


    Economia é muito simples. Ela apela a princípios básicos de bom senso financeiro que todo chefe ou chefa de família usa no seu dia a dia. Contudo, como toda área do conhecimento, ela usa conceitos abstratos para representar tais princípios e se vale de uma linguagem muitas vezes bem complexa. Um dos meus prazeres é tentar traduzir estes conceitos para uma linguagem que as pessoas não versadas no assunto possam compreender e assim entender o que diabo está acontecendo com a nossa economia e o que nos trouxe até aqui.

    Creio que esta fábula abaixo pode ajudar neste sentido.

    Imagine a seguinte situação:

    Você montou uma fábrica de iogurte com frutas numa pequena cidade do interior com mil habitantes. Dimensionou tal fábrica para que ela produzisse 800 iogurtes por dia, pois esta seria a quantidade de habitantes da cidade com poder aquisitivo suficiente para comprar tais iogurtes. Contratou oito operários, fez contratos de fornecimento com os leiteiros da região que lhe garantiram o suprimento de leite suficiente para atender este nível de produção e comprou equipamentos.

    O prefeito da cidade, seu amigo, decide então promover a bolsa iogurte, para todos aqueles habitantes mais carentes (200) terem acesso ao produto [populismo]. Desta forma, ele decide promover o crescimento da indústria de iogurte na cidade [dirigismo], para gerar produção, impostos e empregos locais, impedindo assim a importação de iogurtes de outras cidades [protecionismo]. Ele estima que o aumento da produção de iogurte em 25% irá gerar os impostos necessários para manter o subsídio dado à bolsa iogurte.

    Como ele é seu amigo, ele lhe dá uma lista [clientelismo] destes habitantes mais carentes que poderão ir todo dia a sua fábrica e levar um iogurte de frutas de graça. No final do mês você apresenta a conta ao prefeito que lhe deposita a grana imediatamente em sua conta no banco.

    A demanda de sua fábrica salta imediatamente 25% e você precisa contratar mais gente, investir em equipamentos e ampliar seus contratos de fornecimento. O prefeito deposita então dinheiro da prefeitura sem nenhuma remuneração no Banco da Cidade e pede ao gerente do banco amigo [patrimonialismo] que empreste estes recursos a você e a seus fornecedores com o propósito de financiar a ampliação da produção de iogurtes, mas cobrando juros bem baratinhos para aumentar a competitividade da produção local de iogurte vis a vis o produto importado [crédito subsidiado].

    Porém, você descobre durante a contratação dos padeiros, que seus salários subiram bastante devido à falta de mão de obra qualificada na sua região [falta de capital humano]. Você também descobre que precisa comprar leite de outras regiões, pois as vacas da sua região não conseguem aumentar a produção em 25% de forma sustentável, já que não eram tão produtivas como se esperava [baixa produtividade]. Isto tudo acabou encarecendo em 33% o custo de seu produto. Com seus custos subindo, você não teve escolha, senão subir o preço do iogurte. Porém, a alta da inflação do iogurte fez com que a demanda pelo produto caísse. Suas vendas e produção voltaram assim para 800 / dia, 200 iogurtes subsidiados pelo Município e 600 vendidos a seus consumidores tradicionais, que cortaram seu consumo em 25% em função da alta do preço.

    Você e seus fornecedores de leite então ameaçam demitir seus funcionários recém-contratados e dar calote no empréstimo tomado junto à prefeitura. Mas, como era ano eleitoral, a prefeitura decide então reduzir os impostos cobrados sobre o iogurte e sobre o leite. O custo de tal redução de impostos para os cofres públicos equivale ao valor de 200 iogurtes, o que lhe permite manter o preço baixo e a venda volta então 1000 iogurtes.

    Imagine agora que a prefeitura entre em crise fiscal, ou seja, ela não consegue mais gerar recursos para financiar o buraco causado no orçamento pelos subsídios dados na bolsa iogurte e pelo corte de impostos, que agora montam o equivalente ao valor de 400 iogurtes dia, 200 para bancar a bolsa iogurte e 200 para cobrir a desoneração de impostos. O município então precisa recorrer a empréstimos junto a pessoas como você, que estão gerando lucros com a venda de iogurte. Você passa a investir seus lucros acumulados não mais no aumento da produção, tampouco na redução da dívida que tem com o banco, mas em empréstimos para a prefeitura, pois, se não o fizer, suas vendas despencam. Logo, todo dia você empresta recursos equivalentes ao valor de 200 iogurtes para que a prefeitura possa bancar assim o corte de impostos.

    Você segue então produzindo e vendendo mil iogurtes por dia, pagando a seus funcionários bons salários e emprestando cada vez mais à Prefeitura. A população carente fica feliz com a bolsa pão. Todo mundo fica contente. O Prefeito ganha então a eleição, com contribuições suas e de seus fornecedores para a campanha, com forte apoio dos 200 beneficiários da bolsa iogurte e dos 10 operários bem remunerados em sua fábrica, que formam assim o sindicato dos iogurteiros.

    Contudo, o endividamento da prefeitura começa a subir de forma preocupante. Com medo de não receber sua grana de volta, você decide subir os juros cobrados da prefeitura, o que a leva a se endividar cada vez mais para cobrir os juros pagos. Chega a determinado ponto em que o prefeito bate no limite de endividamento fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele, contudo, contrata um contador gaúcho bem criativo que sugere que a prefeitura passe a depositar no banco a grana para te pagar a bolsa iogurte, não mais no último dia do mês como combinado, mas no primeiro dia útil do mês seguinte. Ao mesmo tempo, o contador gaúcho pede ao banco amigo que adiante a você os recursos devidos no último dia do mês, conforme combinado. Com isto o prefeito empurra as despesas com a bolsa iogurte um mês para frente [falta de transparência], enquanto você continua recebendo normalmente seu dinheiro no dia combinado. Tudo perfeito, né?

    O prefeito segue assim pedalando tal despesa para frente, até que o tribunal de contas do município descobre o esquema e impede a pedalada. Neste momento o prefeito se vê numa encrenca: ao reverter a pedalada, o rombo nas contas do município explode. Isto exige um forte ajuste fiscal, com corte em despesas ou aumento de receitas. Ao invés de interromper o programa bolsa iogurte, o prefeito opta por aumentar as receitas e passa a tributar fortemente a venda de iogurte e a produção e leite. O custo do iogurte sobe e a venda desta forma cai, para 700 iogurtes dia. Além disto, o prefeito decide retirar parte do dinheiro da Prefeitura que estava depositado no Banco para poder assim cobrir as despesas do município. O Banco se vê então forçado a subir os juros cobrados de você e de seus fornecedores nos empréstimos contratados para a ampliação da produção.

    Você entra em desespero, demite três operários, corta a produção e deixa o equipamento comprado para a ampliação da produção se sucatear, pois precisa cortar os gastos com sua manutenção. O sindicato dos iogurteiros entra em greve e você interrompe a produção de iogurte por dois meses. Seu faturamento despenca e fica insuficiente para cobrir os juros devidos no empréstimo tomado junto ao banco. Você então deixa de honrar os encargos do empréstimo devido ao banco e entra em recuperação judicial. A produção se estabiliza em 700 iogurtes. O banco leva um baita prejuízo e corta assim a oferta de crédito a outros empresários da região, sufocando a produção e as vendas das empresas de outros setores. Isto derruba ainda mais a arrecadação de impostos, o que leva a prefeitura a cortar mais gastos e subir mais impostos para cobrir seus rombos.

    Pegue esta história e multiplique por milhões e entenderá o que aconteceu com o Brasil nestes últimos quatro anos.

    O PIB (produção de iogurte bruto) da cidade subiu de 800 para 1000 em função do subsídio dado pelo governo na compra de bens. E caiu para 700 em função do desmanche da pedalada, da crise fiscal do município e da quebra da empresa. O potencial de produção futuro da fábrica caiu de 1000 para 800, uma vez que a capacidade adicional criada neste período de euforia de gastos públicos foi sucateada por falta de grana para sua manutenção durante a crise. O emprego, que estava inicialmente em oito, subiu para 10 na euforia, mas caiu para sete com a crise. A arrecadação de impostos, que acompanhou o faturamento da fábrica, subiu 25% inicialmente, mas foi insuficiente para cobrir a perda com as desonerações tributárias e os gastos da bolsa iogurte. Assim, o endividamento público subiu de forma explosiva. O endividamento privado também subiu, causando perdas para os bancos e para o estado. A confiança na contabilidade da prefeitura foi para o saco em virtude das pedaladas.

    Ou seja, esta fábula descreve os efeitos fiscais devastadores de uma política fiscal e monetária expansionista, tendo como base o crédito subsidiado, dirigismo, falta de transparência, clientelismo e populismo, num ambiente de falta de capital humano e de baixa produtividade, com despoupança do setor público e do privado. Vamos levar anos limpando esta confusão, que traz, além de custo econômico, um estresse político violentíssimo, num momento em que a nossa Prefeita goza de níveis baixíssimos de popularidade, mesmo sem ter começado a tomar as medidas duras necessárias para reverter este quadro.

    A nossa vaca leiteira de fato foi para o brejo. E vai ser muito difícil tirá-la de lá.


    http://ricardogallo.ig.com.br/index....#comment-21823

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  3. #443
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    Quem sabe como o sistema financeiro brasileiro funciona, ou até mesmo sabe como o sistema dos EUA funciona e transportá-lo para aqui, aonde a única diferença é o BC ser uma autarquia, oq é ainda pior, irá entender uma coisa em toda essa crise de 2015. O governo federal está tentando conter o "teto fiscal" federal, em outras palavras conseguir um real superávit primário sem emitir títulos do tesouro, e quem entende bem os meandros poderia prever bem isso desde jan de 2014, e saberia que ao tentar o superávit, ou gerar inflação, ou ambos, ou por descontrole ou por incapacidade, o governo federal está destruindo riqueza passada que lastreia o real, em outras palavras eles estão destruindo riqueza para manter o lastro do real e pelo visto estão sofrendo muito para isso, visto quer o real continua subindo e subindo.

    Quando eu salientei isso aqui e salientei a intenção criminosa de emitir títulos da dívida pública para conter esse processo antes da eleição, com a exclusiva intenção eleitoral, fui chamado de reaça, pois bem, podem me chamar do que quiser, mas nada vai impedir o governo federal agora que eleito de sugar seu amado suor, de um jeito ou de outro, ou com inflação, ou com impostos, ou ambos ... você escolhe ... é uma consequência matemática bando de burro, não há escolha ! Estamos falando de princípios de economia que giram em torno do fluxo de crédito na economia e similares e não de conspiração, estamos falando de incompetência de 12 anos e causa e efeito e mesmo com o Levy eles não estão conseguindo e não irão conseguir, o Brasil continuará ser rebaixado pela agências de risco, simplesmente porque se quer o supervávit primário será conseguido.

    Até mesmo o governo admitiu, se o fez, é porque a coisa deve mesmo estar feia. Não se iludam, há muito, mas muito lastro do nosso real que ainda será perdido, em outras palavras você ficará mais pobre de um jeito ou de outro, ou com ambos, impostos e inflação, até toda essa reserva bancária artificial ser enxugada. Sou muito pessimista para você ? Há, senta e espera ! O pior de tudo, isso vem sido anunciado a mais de 3 anos, inclusive aqui no fórum ipsis litteris.

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    Bison online lemas :

    Não peça nada que você não pode pegar.
    Aonde você vê crise eu vejo oportunidade.

  4. #444
    Avatar de Boris
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    Porra mas vocês não tão vendo? A escandinavia é socialista!

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  5. #445
    MAKE BTC GREAT AGAIN Avatar de nigo
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    By Roberto Campos, escrito em 1999.


    https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Campos



    "Quando for escrita a história econômica do Brasil nos últimos 50 anos, várias coisas estranhas acontecerão.A política de autonomia tecnológica em informática, dos anos 70 e 80, aparecerá como uma solene estupidez, pois significou uma taxação da inteligência e uma subvenção à burrice dos nacionalistas e à safadeza de empresários cartoriais.

    Campanhas econômico-ideológicas como a do "o petróleo é nosso" deixarão de ser descritas como uma marcha de patriotas esclarecidos, para ser vistas como uma procissão de fetichistas anti-higiênicos, capazes de transformar um líquido fedorento num ungüento sagrado. Foi uma "passeata da anti-razão" que criou sérias deformações culturais, inclusive a propensão funesta às "reservas de mercado" .

    A criação do monopólio estatal de 1953 foi um pecado contra a lógica econômica. Precisamente nesse momento, o ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha, mendigava um empréstimo de US$ 300 milhões ao Eximbank, para cobertura de importações correntes(inclusive de petróleo). A ironia da situação era flagrante: de um lado, o país mendigava capitais de empréstimos que agravariam sua insolvência, de outro, pela proclamação do monopólio estatal, rejeitava capitais voluntários de risco. Ao invés de sócios complacentes(cuja fortuna dependeria do êxito do país), preferìamos credores implacáveis(que exigiriam pagamento, independentemente das crises internas).

    Esse absurdo ilogismo levou Eugene Black, presidente do Banco Mundial, a interromper financiamentos ao Brasil durante cerca de dez anos(com exceção do projeto hidrelétrico de Furnas, financiado em 1958). Houve outros subprodutos desfavoráveis.

    Criou-se uma cultura de "reserva de mercado", hostil ao capitalismo competitivo. Surgiu uma poderosa burguesia estatal que, protegida da crítica e imune à concorrência, acumulou privilégios abusivos em termos de salários e aposentadorias.
    Criou-se uma falsa identificação entre interesse da empresa e interesse nacional, de sorte que a crítica de gestão e a busca de alternativas passaram a ser vistas como traição ou impatriotismo.

    Vistos em retrospecto, os monopólios estatais de petróleo, que se expandiram no Terceiro Mundo nas décadas de 60 e 70, longe de representarem um ativo estratégico, tornaram-se um cacoete de países subdesenvolvidos na América Latina, África e Médio Oriente. Nenhum país rico ou estrategicamente importante, nem do Grupo dos 7 nem da OCDE, mantém hoje monopólios estatais, o que significa que os monopólios não são necessários nem para a riqueza nem para a segurança estratégica.

    "Essas considerações me vêm à mente ao perlustrar os últimos relatórios da Petrossauro. Ao contrário de suas congêneres terceiro-mundistas, que são vacas-leiteiras dos respectivos Tesouros, a Petrossauro sempre foi mesquinha no tratamento do acionista majoritário. Tradicionalmente, a remuneração média anual do Tesouro, sob a forma de dividendos líquidos, não chegou a 1% sobre o capital aplicado. Após a extinção de jure do monopólio, em 1995(ele continua de facto), e em virtude da crítica de gestão e da pressão do Tesouro falido, os dividendos melhoraram um pouco, ma non troppo.

    Muito mais generoso é o tratamento dado pela Petrossauro à Fundação Petros, que representa patrimônio privado dos funcionários.

    A empresa é dessarte muito mais um instituto de previdência, que trabalha para os funcionários, do que uma indústria lucrativa, que trabalha para os acionistas. Aliás, é duvidoso que a Petrossauro seja uma empresa lucrativa. Lucro é o resultado gerado em condições competitivas. No caso de monopólios, é melhor falar em resultados.Quanto à Petrossauro, se fosse obrigada a pagar os variados tributos que pagam as multinacionais aos países hospedeiros-bônus de assinatura, royalties polpudos, participação na produção, Imposto de Renda e importação-teria que registrar prejuízos constantes, pois é alto seu custo de produção e baixa sua eficiência, quer medida em barris/dia por empregado, quer em venda anual por empregado.

    Examinados os balanços de 1995 a 1998, verifica-se que o somatório dos dividendos ao Tesouro (pagos ou propostos) alcançam R$ 1,606 bilhão enquanto que as doações à Petros atingiram 2,054 bilhões.

    Considerando que o Tesouro representa 160 milhões de habitantes e vários milhões de contribuintes, enquanto que a burguesia do Estado da Petrossauro é inferior a 40 mil pessoas, verifica-se que é o contribuinte que está a serviço da estatal e não vice- versa.

    Nota-se hoje no Governo uma perigosa tendência de postergação das privatizações seja na área de petróleo, seja na área financeira, seja na eletricidade. É um erro grave, que põe em dúvida nosso sentido de urgência na solução da crise e nossa percepção dos remédios necessários. A privatização não é uma opção acidental nem coisa postergável, como pensam políticos irrealistas e burocratas corporativistas.É uma imposição do realismo financeiro. Há duas tarefas de saneamento imprescindíveis. A primeira consiste em deter-se o "fluxo" do endividamento (o objeto mínimo seria estabilizar-se a relacão endividamento/PIB). Essa é a tarefa a ser cumprida pelo ajuste "fiscal".

    A segunda consiste em reduzir-se o estoque da dívida. Esse o objetivo da reforma "patrimonial", ou seja, a "privatização".

    Não se deve subestimar a contribuição potencial da reforma patrimonial para a solução de nosso impasse financeiro.
    Tomemos um exemplo simplificado.

    Apesar da crise das Bolsas, a venda do complexo Petrossauro-BR Distribuidora poderia gerar uma receita estimada em R$ 20 bilhões.

    Considerando-se que a rolagem da dívida está custando ao Tesouro 40% ao ano, uma redução do estoque em R$ 20 bilhões, representaria uma economia a curto prazo de R$ 8 bilhões. Isso equivale a aproximadamente 20 anos dos dividendos pagos ao Tesouro pela Petrossauro na média do período 1995-1998 (a média anual foi de R$ 401,7 milhões).
    Se aplicarmos o mesmo raciocínio à privatização de bancos estatais e empresas de eletricidade, verificaremos que a solvência brasileira dificilmente será restaurada pela simples reforma fiscal. Terá que ser complementada pela reforma patrimonial.

    É perigosa complacência a atitude governamental de que a reforma fiscal é urgente e a reforma patrimonial postergável.

    É dessas complacências e meias medidas que se compõe nossa lamentável, repetitiva e humilhante crise existencial."


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  6. #446
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    Por que a economia brasileira foi para o buraco?

    http://www.brasil-economia-governo.o...para-o-buraco/

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  7. #447
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    By Roberto Campos, escrito em 1999.


    https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Campos
    “Nenhum país rico hoje mantém monopólios estatais”

    Mentira, todos mantêm o monopólio da principal commodity do mercado, $$.

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  8. #448
    Recursos Humanos de Belo Horizonte Avatar de RHBH
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    Ah Fed malvado, queria ver o dólar comercial bater 4 reais essa semana!

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  9. #449
    MAKE BTC GREAT AGAIN Avatar de nigo
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    economia lixo:


    Citação Mensagem Original de besantos Ver Mensagem
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    Pessoal direto empregado na indústria automobilística é de cerca de 135.000 mil.


    Para você ter uma ideia de como é pouco, só o McDonald's emprega umas 45 mil pessoas.


    O Professor José Celso Pastore tem um artigo excelente falando do emprego na indústria automobilística, infelizmente eu não consegui achar pesquisando hoje.


    Se não me engano, nesse artigo ele mostra como o emprego da indústria automobilística é um engodo. Ele é caríssimo (o investimento necessário para criar um emprego na indústria automobilística é muito superior ao investimento necessário em outras indústrias), concentrador de renda e, no Brasil, de média qualificação. A maioria é chão de fábrica. O emprego automobilístico mais produtivo para a economia é aquele que é um serviço: designer, engenheiro, etc... Esses empregos estão concentrados nos EUA, Japão e Alemanha. Apesar de muitas fábricas produzirem fora dos EUA, há uma imensa quantidade de empregos de alto nível de montadoras estrangeiras instalados nos EUA. Os EUA tem um centro de pesquisa da BMW de altíssimo nível, em Mountain View - Califórnia. O Brasil tem uma fábrica CKD.


    O faturamento total da indústria automobilística em 2012 foi de uns 94 bilhões de dólares. Naquele ano representou quase 19% do PIB.


    Dá para achar todos esses dados nos documentos da ANFAVEA.


    Anuário da Anfavea e Carta da Anfavea

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  10. #450
    Avatar de brender
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    Imagina se o FED tivesse aumentado os juros

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