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Tópico: [AoD-IC] Triumph des Willens

  1. #21
    Avatar de Lt. Rasczak
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    Quero ver o Porta Aviões da Kriegsmarine em ação, vai demandar um bom investimento em doutrinas. No mais, para bater a Royal Navy eu sempre faço uso extensivo dos bombardeiros navais e uma frota de superfície para a execução da Sea Lion.

    Boa AAR, estou acompanhando

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  2. #22
    Kitten Hoarder Avatar de jonathan_zzpudimzz
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    Eu uso paraquedistas para tomar os principais portos, assim expulsando a marinha britânica para o norte, interrompendo supplies dela e logo em seguida fazendo o desembarque nos maiores portos e segurando a cabeça de praia para o resto das tropas.

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  3. #23
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    Eu uso paraquedistas para tomar os principais portos, assim expulsando a marinha britânica para o norte, interrompendo supplies dela e logo em seguida fazendo o desembarque nos maiores portos e segurando a cabeça de praia para o resto das tropas.
    depedento da AI, nao tem como pular de paraquedas no UK.

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  4. #24
    Kitten Hoarder Avatar de jonathan_zzpudimzz
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    claro que primeiro eu limpo os aeroportos né, se não rip minhas tropas sem se quer decolar da frança.

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  5. #25
    MAKE BTC GREAT AGAIN Avatar de nigo
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    claro que primeiro eu limpo os aeroportos né, se não rip minhas tropas sem se quer decolar da frança.
    fui incompleto, queria dizer que as vezes a AI ocupa todos os territorios do sul da inglaterra. Só deixando o norte e meio desguarnecido.

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  6. #26
    Kitten Hoarder Avatar de jonathan_zzpudimzz
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    Ah sim, ae não tem deus que ajuda rs.

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  7. #27
    Avatar de Biller
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    A AI normalmente ocupa todos os portos no sul da Inglaterra... A questão é que quanto mais forças você dispõe, mais ela parece optar por concentrar em províncias com portos ou com "praias". Pelo menos no AoD+IC. Então tem como você lançar paraquedistas e torcer para aguentar 24h até conseguir desembarcar reforços. A questão é que os múltiplos objetivos de produção militar (naval, aérea e terrestre) ter paraquedistas antes de 1940 não é uma prioridade.

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  8. #28
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    1 9 3 9 - Zweiter Weltkrieg (Segunda Guerra Mundial)

    1 9 3 9 - Zweiter Weltkrieg(Segunda Guerra Mundial)

    O ano despontara com o frio do inverno e as intempéries da diplomacia. A Europa ainda não assimilara definitivamente o direito da Grã-Alemanha assumir sua devida posição. Entretanto, a necessidade de reaver os territórios com populações alemãs e acrescer o espaço vital era um imperativo para a maioria dos alemães. As duas maiores problemáticas referiam-se a insustentável situação interna da Tchecoslováquia e a questão do Corredor Polonês - uma região que pertencera ao Segundo Reich, ligando a Prússia Oriental ao restante da Nação, e que lhe fora tomada após o fim da Grande Guerra. O Führer Adolf Hitler não estava disposto a abrir mão de exigir as mudanças necessárias. O povo alemão não abnegaria de sua supremacia!

    A despeito da legitimidade das demandas territoriais alemãs, nem britânicos ou tampouco os franceses estavam dispostos a chancelar novos acordos multilaterais para tais concessões. Julgaram-se no pleno direito de proibir novas alterações geográficas no continente. Endureceram gradativamente o tom das conversas. O Acordo de Munique mantivera o status quo por algum tempo, todavia, os prodígios navais da Marinha de Guerra começariam a ser utilizados como pretexto de reclamação pelas representações anglo-francesas. Estas se tornaram persistentes, porém seriam simplesmente ignoradas pelo Ministério das Relações Exteriores, agora representado por Joachim von Ribbentrop - um hábil diplomata e fervoroso nacional-socialista.

    A temeridade francesa em cumprir os compromissos com seus aliados na Europa Central e, principalmente, ao pacto firmado em 1935 com a União Soviética, fez com que esta desistisse da cooperação a França. Ao observar o crescimento da Grã-Alemanha, Stalin passaria a considerar o estabelecimento de uma cooperação mais próxima com os alemães. Assim, fora justamente o trabalho de Ribbentrop que primou por iniciar as conversas que levariam à melhoria da condição das relações germano-soviéticas. Ao longo de janeiro de 1939, tratados comerciais romperiam com o ciclo de distanciamento que vigorava entre ambas as partes nos últimos três anos. O bolchevismo soviético era antagônico ao nacional-socialismo, contudo, tinha seu papel a cumprir. A vitória alemã na diplomacia ante os franceses foi duramente recebida por estes e sentida pelos britânicos.

    Novas complicações surgiriam quando o programa naval teve seu corolário ainda naqueles dias, mesmo depois de ter lançado um porta-aviões. Ao entregar duas naus encouraçadas de maior poderio bélico que quaisquer outras em atuação no mundo - o KMS Bismack e o KMS Tirpitz -, a Marinha Alemã ultrapassara as vãs limitações de 35% da tonelagem permitida pelo Tratado Naval Anglo-Germãnico de 1935 e superara a Marinha da França. Agora, o esforço de rearmamento naval poderia ingressar no segundo quadriênio do Plano Z, através da construção de submarinos e navios.





    Cerimônia de lançamento do couraçado KMS Tirpitz

    As duas belonaves já não representavam cem mil toneladas de peso diplomático. Representavam um diapasão no quadro comparativo para uma virtual situação de guerra. Após testes técnicos, entrariam em serviço ativo. Suas tripulações, a seu turno, adquiriam experiência através dos exercícios simulados no Mar do Norte.

    Enquanto os diplomatas ainda trabalhavam no Velho Continente, as coisas mudariam profundamente na Ásia. O Império do Japão, que havia deixado a Liga das Nações ainda em 1933, aplicava o conceito máximo do estratego Carl von Clausewitz - "A guerra é a continuação da política por outros meios". Sob esta máxima, os japoneses executaram uma série de operações de grande escala contra a China Nacionalista, após um incidente em meados de 1937.

    Na condição de parceira da Alemanha, a China desempenhara um papel inteiramente relevante no fornecimento de matérias-primas estratégicas, em troca de apoio técnico industrial e bélico, por quase uma década. No que tange ao campo das armas, conselheiros foram enviados a Chiang Kai-shek, o líder nacionalista. O Tenente-General Alexander von Falkenhausen fora o chefe da missão alemã, sendo o representante direto do Führer. Auxiliara diretamente na transformação de camponeses em soldados. Apesar da substancial ajuda empregada, a China Nacionalista se tornara complacente com o movimento comunista que eclodira em seu território. Ignorou os conselhos para empregar todos os efetivos armados contra tais comunistas chineses. Estes últimos acabariam resistindo e inflando dissidências internas.

    Por sua vez, o Japão também era outro importante parceiro comercial. As relações diplomáticas bilaterais se fortaleceram desde a ascensão do Partido Nacional Socialista. Foi de interesse mútuo e estratégico o estabelecimento de cooperação política e militar. Assinado ainda em 1936, o Pacto Anticomintern fora um tratado firmado com o intuito de se fazer frente à União Soviética e para o controle das comunistas no mundo todo. Não apenas isto como conselheiros da Marinha de Guerra Alemã e da Imperial Marinha Japonesa estreitaram conversas e conferências sobre desenvolvimento técnico da engenharia naval e aeronáutica. Tal colaboração levou ao aprimoramento técnico do próprio Plano Z como no desenvolvimento naval japonês.

    Quando a guerra eclodiu em 1937, a China optou por se unir ao bolchevismo internacional e com as democracias ocidentais para enfrentar o avanço de seus oponentes. Tal ação fez com que o Führer e o Ministério das Relações Exteriores revogassem todos os acordos sino-germânicos, além de retirar os oficiais alemães que lá serviam e dar todo o apoio possível aos japoneses. Em uma campanha contra um inimigo numericamente superior, as forças militares do Japão lograram grande perícia em combate e perpetraram um avanço quase ininterrupto até setembro de 1938, onde capturaram Beijing e Nanjing, grandes capitais nacionalistas, bem como todas as grandes cidades portuárias chinesas.

    Enquanto os Sudetos eram integrados à Grã-Alemanha, o ímpeto da ofensiva se arrefeceu. A vastidão do país trouxe grandes problemas logísticos ao Exército Imperial Japonês. Optando pela mobilização total de sua capacidade industrial, o Japão conseguiu manter a iniciativa. Derrotou ou empurrou paulatinamente todas as forças nacionalistas e comunistas para o interior do país até o fim de 1938. Ente dezembro daquele ano e janeiro deste, a capital provisória de Chongqing seria sitiada e invadida. O golpe final contra o último bastião defensivo chinês ainda seria desferido. Mobilizando boa parte do efetivo militar, as forças japonesas atacaram Chengdu, no coração da China. Então, no primeiro dia de fevereiro, as tropas do General Iwane Matsui entraram triunfalmente na cidade de Chengdu.


    No dia seguinte, o líder nacionalista Chiang Kai-shek capitularia definitivamente. Não obstante da persistência dos chineses comunistas e resistências localizadas, que, semanas depois, seriam vencidas, a China emergia como um gigantesco satélite do Império do Japão, provendo a este as bases para a hegemonia inconteste na Ásia. Os Estados Unidos enviariam fortes protestos, mas não empregaram quaisquer outras medidas à guisa de seu isolamento. A França e o Reino Unido pouco poderiam fazer. O mapa da Ásia havia se modificado de forma irreversível.

    Em virtude de tais acontecimentos, o Führer deu um alerta ao Supremo Comando para a prontidão das Forças Armadas. Durante a primeira quinzena do mês de março, o 3º Exército foi enviado aos Sudetos e, a partir dali, começou os preparativos para a invasão da Tchecoslováquia, sob o comando do General de Infantaria Johannes Blaskowitz. O governo tcheco havia perdido o controle de seu país, frente ao separatismo eslovaco e as dissidências políticas e militares. O novo presidente Emil Hácha, que sucedera Edvard Beneš, foi convidado a comparecer em Berlim a fim de dar um posicionamento claro sobre a situação de sua gestão.
    Hácha chegou na capital alemã na manhã do dia 14. Após um atraso na reunião marcada, o Führer finalmente pode atender o presidente tcheco, por volta das 13h30.

    - Presidente Hácha, bem vindo a Grã-Alemanha. - Disse o Führer, enquanto um oficial alemão traduzia ao idioma tcheco, e cumprimentando o homem a sua frente. - Desculpe-me pela demora, mas outros assuntos requeriam minha atenção.

    - Herr Hitler, não há pelo que se desculpar. - Respondeu Hácha, que teve suas palavras traduzidas por um intérprete que viera consigo. - Meu vôo também atrasou para sair de Praga.

    - E a viagem foi tranquila?

    - Foi mesmo bem tranquila! Bom, sobre a situação da Tchecoslováquia, gostaria de falar que...

    - Presidente Hácha, tenha calma... - Interrompeu o Führer calmamente, mas causando visível apreensão no rosto do intérprete tcheco. - Chegaremos lá, em breve.

    Assim, conversaram por longos minutos sobre assuntos diversos, mas nada de importância. Após notar certa impaciência em Emil Hácha, Hitler lhe olhou de forma tranquila e falou:

    - Presidente Hácha, enquanto nós conversamos - Disse o Führer e o intérprete traduzia quase instantaneamente - as tropas do Exército alemão já estão preparadas para cruzar a fronteira que nos separa.

    Tanto Hácha quanto seu interprete figuravam pasmos ante as palavras de Adolf Hitler. Este prosseguiu:

    - Seu governo tem suprimido os direitos de cidadãos eslovacos e já não consegue mais manter a ordem interna. Eu não posso permitir isso. A Grã-Alemanha não pode consentir com isso. - O tom do Führer permanecia extremamente calculado e seguro. - Agora, presidente, o senhor tem duas opções: colaborará conosco, onde permitirá a entrada de minhas tropas sem resistência alguma, em troca de uma autonomia e liberdade nacional generosa e praticamente autônoma; ou, enfrentará um cenário onde meus exércitos aniquilarão a resistência de suas forças, usando todos os meios possíveis. Meus generais estão apenas esperando a ordem, seja de um modo ou de outro que incluíra um enorme bombardeio de Praga pela Força Aérea Alemã.

    O presidente tcheco não conseguia sequer proferir palavras... Suava frio e seus olhos se arregalaram. Estava em choque e em um princípio de ataque cardíaco. O Führer ordenou fossem chamar médicos da Chancelaria para o atendimento imediato do homem que padecia diante de seus olhos. Os médicos lhe aplicariam injeções e o homem permaneceria vivo. Ainda debilitado, assinaria as ordens de cooperação com os alemães e telefonaria para Praga, a fim de dar as ordens de submissão e rendição das forças tcheco-eslovacas. No dia 15 de março, o Exército Alemão entrava na Tchecoslováquia.

    Os territórios tchecos passariam à condição de Protetorado, sob o controle de Konstantin von Neurath, antigo ministro alemão para as Relações Exteriores, agora Protetor da Boêmia e Morávia. O território da Eslováquia passaria à condição de Estado Autônomo, chefiado pelo líder eslovaco Jozef Tiso. Na prática, a Eslováquia assumiu a posição de satélite aliado da Grã-Alemanha.

    A reação internacional seria imediata e de amplo espectro. Chamberlain e Daladier, primeiros-ministros da Inglaterra e da França, respectivamente, assumiram uma discurso belicoso ainda nos dias de março. Os canais diplomáticos deram plenos sinais de esgotamento. Apesar de suas austeras palavras, tanto os franceses quanto os ingleses assistiram impotentemente a anexação da Boêmia da Morávia e satelização da Eslováquia. Ao contrário do que o Führer esperava, a guerra não adviera, mas não tardaria em chegar. A seu turno, a Itália Fascista apoiou a iniciativa a alemã e iniciou uma invasão contra a Albânia, consolidando uma firme posição nos Bálcãs.

    Os esforços alemães na Europa Central e no Leste Europeu não se esgotaram ali. Nove dias após a entrada dos alemães na Tchecoslováquia, a Lituânia cedia a região do Memel, que agora integrava a Prússia Oriental.

    Dentro das novas acomodações territoriais, a Hungria pretendeu territórios que abarcavam áreas da Eslováquia. O governo húngaro, que se tornara um importante parceiro comercial da Alemanha, requisitou ao governo alemão que advogasse a respeito destas pretensões. Hitler considerou prestigiar o governo de Sua Alteza Sereníssima, o Regente Miklós Horthy, nesta arbitração. Um encontro em os dois chefes de Estado ocorreria, no começo de abril, de modo a chancelar não apenas a transferência da Região da Rutênia Subcarpática às mãos da Hungria, como a entrada desta em um aliança militar direta e estratégica.




    Na foto, o Führer e Chanceler da Grã-Alemanha Adolf Hitler e Sua Alteza Sereníssima, o Regente Miklós Horthy

    Após tamanhos protagonismos secundários, o Reino Unido e a França resolveram assegurar a soberania da Polônia em meados de abril, numa tentativa definitiva de fazer frente à Alemanha. A Polônia recebera uma série de notas diplomáticas requisitando acordos para a transferência do Corredor Polonês e a cidade de Danzig para a esfera da Alemanha em troca de um atrito de maior magnitude. Entretanto, por intermédio das ações preventivas anglo-francesas, o governo polonês se recusou a quaisquer acordos.

    Entre o mê de maio e julho, mais de vinte divisões alemãs foram enviadas para a Prússia Oriental, enquanto outras setenta enviadas para as demais regiões fronteiriças. No entanto, a invasão da Polônia era extremamente delicada. A guerra parecia inevitável, mas o Supremo Comando das Forças Armadas dependia da passividade das forças soviéticas, que poderiam provocar um conflito de largas proporções. Neste interregno, a ação incisiva do Ministro Joachim von Ribbentrop se mostrou decisiva. Primando inicialmente pela consolidação da parceria militar com a Itália, em um caráter já indissociável contemplado no Pacto de Aço, para assegurar o "fronte do Oeste", Ribbentrop estreitou ainda mais as relações com a União Soviética, de modo a assegurar o "fronte do Leste".

    Mais do que estreitar os laços, a habilidade política de Ribbentrop fizera emergir um acordo dotado de inúmeras cláusulas secretas, que definiam as esferas de influência entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e a Grã-Alemanha. Stalin não apenas dava carta branca à invasão da Polônia, como se interessou na divisão desta entre as duas potências militares. O Ministério das Relações Exteriores estava em seu zênite através de Ribbentrop. O prestígio deste foi tamanho, que foi pessoalmente à Moscou, na condição de representante plenipotenciário do Führer. Junto a Vyacheslav Molotov, sua contraparte diplomática, ambos assinariam, em 23 de agosto de 1939, o acordo que acabaria conhecido por seus sobrenomes - o Pacto Ribbentrop-Molotov - selando a sorte da Polônia e do Leste Europeu.
    A Segunda Grande Guerra era iminente...






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  9. #29
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    1 9 3 9 - Fortuna Imperatrix Mundi (Fortuna, Imperatriz do Mundo)

    1 9 3 9 - Fortuna Imperatrix Mundi(Fortuna, Imperatriz do Mundo)

    Obra de maestria diplomática da Alemanha, o Pacto Ribbentrop-Molotov foi um choque para ingleses e franceses. A postura intransigente que resolveram assumir quase se esvaiu depois do dia 23 de agosto. Queriam evitar a guerra e ludibriar o destino da Europa, mas a Fortuna tinha outros planos para todos. Com a anuência dos soviéticos, os exércitos alemães poderiam promover operações sem maiores problemas. De fato, nem o Führer desejava um conflito direto com a Inglaterra, mas quanto à França era imperativo que se desferisse a revanche! Os ultrajes do Tratado de Versalhes haviam sido capitaneados pelo interesse destes, logo, sua sorte seria selada a seu devido tempo.

    Em um último esforço, Hitler incumbiu Ribbentrop de levar um ultimato ao Governo da Polônia. As demandas eram claras e precisas: a região do corredor polonês e o porto de Danzig em troca da intocabilidade da soberania de outros territórios poloneses. Se estes aceitassem, a Alemanha se comprometia a promover a remoção do grosso de seus efetivos militares das fronteiras e atuaria na promoção de acordos comerciais estratégicos. No entanto, a Polônia reiterou a negação, dispondo-se a um eventual estado de beligerância.

    Na noite de 30 de agosto de 1939, o Führer realizou uma última reunião com os seus principais generais e comandantes. Na madrugada de 31 de agosto, as hostilidades teriam início.


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    Fall Weiß

    (Plano Branco)

    Segundo a Inteligência, os poloneses dispunham de oitenta e duas divisões, onde a totalidade destas era composta por unidades de infantaria. Em caráter auxiliar, divisões de cavalaria e uma irrelevante força de blindados lhes proporcionavam alguma mobilidade. Estimava-se que parte destes efetivos estava incompleta ou não dispunha de reservas de equipamentos em nível suficiente para um combate verdadeiro. Cerca de quatro regimentos aéreos, entre caças biplanos e aviões bombardeiros antiquados, perfaziam um total de quatrocentos aviões. Numericamente, a Polônia detinha maiores efetivos do que o Império Britânico e a França dispunham à altura do fim de agosto desse ano.

    A invasão da Polônia, visionada através do Plano Branco, seria então o maior planejamento operacional já empreendido desde o evento da Grande Guerra. Dentro do Estado-Maior do Supremo Comando das Forças Armadas, chefiado pelo General Alfred Jodl, os principais generais encarregados nesta empreitada acabaram por alterar e revisar importantes pontos dos objetivos estratégicos até duas semanas antes da data definida para o início das hostilidades. Fora uma tarefa árdua e que demandara extensa coordenação em todos os três braços das Forças Armadas bem como nas hierarquias internas.

    Inicialmente prevista para ser aplicada com dois Grupos-de-Exércitos, o Tenente-General Erich von Manstein, um dos encarregados operacionais, acabou por conceber um terceiro grupo de modo a satisfazer algumas preocupações do Comandante-em-Chefe do Supremo Comando, Wilhelm Keitel, do General Alfred Jodl e do Comandante-em-Chefe do Exército, o General Walther von Brauchitsch.


    O Grupo-de-Exércitos Norte, sob as ordens do Coronel-General Fedor von Bock, era composto por trinta e seis divisões de infantaria e a Unidade de Comando de seu Quartel-General. Suas ordens eram atuar sobre as forças polonesas no Corredor Polônes, desde a Pomerânia, passando pela região do Rio Vístula até a margem oeste do Rio Narewka. Esta região era uma das principais linhas de defesa do sistema defensivo polonês. Von Bock tinha a missão de não apenas iniciar a invasão de Danzig como de assegurar o engajamento do máximo de unidades inimigas ao norte de Varsóvia, avançando em direção a esta para tal.
    No apoio desde, figuravam o I e o II Corpo de Bombardeiros Táticos da Força Aérea, num total de setecentos aviões bombardeiros modelo Heinkel He 111. Adicionalmente, a Frota do Báltico, composta por dois couraçados antigos - o KMS Schleswig-Holstein e o KMS Schlesien - e dois cruzadores da Classe Deutschland, recém entregues à Marinha de Guerra - o KMS Friedrich Carl e o KMS Beowulf -, apoiariam à partir da costa polonesa.

    O Grupo-de-Exércitos Centro, sob o comando do Coronel-General Wilhelm Ritter von Leeb, foi designado após muitas deliberações, preocupações e indicações dos altos comandantes. Sua inserção no planejamento geral, em fins de julho, causou imenso alvoroço. Apesar de tudo, acabou por receber o papel de "centro de gravidade" da ofensiva inicial. Era composto por quarenta divisões, entre trinta e seis de infantaria, uma divisão panzer, uma de infantaria motorizada, uma divisão mecanizada da SS, e sua Unidade de Comando. As forças móveis estavam sob a bandeira de Von Manstein, em pessoa. Suas ordens eram atacar a região de Poznan e Leszno abrindo uma ruptura na frente. A partir daí, suas unidades ao norte deveriam girar 90º para apoiar a ocupação do Corredor, criando um bolsão defensivo na região. Já as unidades no centro e no sul deviam avançar pela ruptura diretamente para Varsóvia, iniciando o cerco.
    No apoio deste, figurava o III Corpo de Bombardeiros Táticos, com cerca de quatrocentos aviões bombardeiros de mesmo modelo, o V Corpo de Aviação de Caça, com mais de quatrocentos caças Messerschmitt Bf 109E, e o I Corpo de Aviação para Apoio de Solo, com quatrocentos aviões de mergulho modelo Junkers Ju 87B.

    O Grupo-de-Exércitos Sul, sob a bandeira do Coronel-General Gerd von Rundstedt, por sua vez, era uma força de caráter diversificado. Englobando trinta e sete divisões ao todo, foi concebido através da coordenação de unidades alemãs, húngaras e eslovacas. Rundstedt não aceitaria tão benevolentemente o comando de uma formação sem "prestígio", mas acabou convencido pelo Führer. Era composto por trinta e sete divisões, entre nove de infantaria, onze de montanha, uma panzer, e contingentes húngaros e eslovacos diversificados. As ordens atribuídas eram engajar o máximo de divisões inimigas nas regiões de Czestochowa, Katowice e Cracóvia, avançando em direção à Varsóvia, num eventual cerco prolongado. As divisões húngaras cumpririam a missão de promover um ataque diversionário no eixo norte da Eslováquia e extremo nordeste da Hungria. Para tanto, quase vinte divisões destes estavam envolvidas, simulando um falso "centro de gravidade" da ofensiva.
    No apoio, o II Corpo de Aviação para Apoio de Solo, com trezentos aparelhos de mesmo modelo, um grupamento de cinquenta bombardeiros antigos e duzentos aviões biplanos da Força Aérea Húngara.

    As ordens de batalha previam que os poloneses empregariam o grosso de suas forças de modo a bloquear a conexão entre o Grupo Norte e Centro. Na eventual falha de suas defesas, estas abandonariam a região do "Corredor" em questão de dias, retrocedendo para margem leste do Vístula. Neste parâmetro, a "fuga" destas tropas era um movimento a ser evitado. Todos os três Comandantes e os treze Generais-de-Exército - dez alemães, um eslovaco e um húngaro - receberam as autorizações finais. A força composta por mais de dois milhões de soldados, quase dois mil e quinhentos aviões e mais de mil veículos blindados estava pronta. Assim, às 5h00 em ponto do dia 31, as belonaves no Báltico abririam fogo contra Gdynia e Danzig, marcando a hora zero da invasão.


    Engajando as unidades de todas as frentes, a onda inicial de ataque surpreendeu os poloneses, a despeito de seus extensos preparativos. Em Danzig, ao contrário do que se esperava, os primeiros batalhões alemães não encontraram quaisquer forças opositoras. Informantes locais informaram que os poloneses haviam deixado a cidade na noite anterior. Na segunda hora de invasão, as vanguardas do XV Exército haviam ocupado Danzig, enquanto suas patrulhas se certificariam, ao longo do dia, do real abandono da localidade. Na noite do dia 31 de agosto, o General Otto Grün moveria seu posto de comando para a cidade.

    Simultaneamente, em meio às investidas da Força Aérea e das vanguardas blindadas do Tenente-General Manstein, quase cem mil soldados poloneses recuavam desordenadamente da linha de frente desde Poznan até Leszno. Armamentos e posições defensivas foram abandonadas sumariamente. A situação não tinha precedentes... Nem mesmo na Grande Guerra. Oficiais poloneses simplesmente deixaram seus homens à própria sorte, enquanto estes brigavam por lugares em caminhões. Outros milhares marchavam a pé, armados com seu equipamento leve, tentando escapar à velocidade imposta pelos blindados. Regimentos de cavalaria moviam-se em debandada, sem mesmo terem se engajado em combate.

    Ao contrário do que se esperava, a ruptura, que o Grupo Centro esperava levar entre 48 e 72 horas para alcançar, fora obtida em menos de doze horas de avanço. Seguindo a doutrina militar geral, os regimentos motorizados apenas contornaram as cidades e eventuais pelotões cercados ou em rendição. Na noite daquele mesmo dia, destacamentos mecanizados da 1ª Divisão Leibstandarte SS Adolf Hitler já se encontravam a poucos quilômetros da vila de Kalisz e a mais de cem quilômetros de suas posições iniciais. O Quartel-General do Coronel-General Von Leeb sequer conseguira se mover ainda. O avanço do Norte foi menos veloz, pois diversas divisões polonesas haviam oferecido combate cerrado. Entretanto, o avanço não seria menos primoroso.

    Já no sul, as forças de Rundstedt encontraram um sistema defensivo mais elaborado. Dispondo de brigadas blindadas e uma coordenação mais eficiente, o inimigo optou por uma defesa em trincheiras e apoio de fogo de artilharia. As tropas alemãs lutaram durante todo aquele dia para ganhar alguns quilômetros de terreno. O desempenho das forças húngaras foi relevante, mas aquém do que se poderia prever. De todo caso, estavam cumprindo sua designação de manter forças polonesas engajadas em combate ao sul.

    O Führer foi informado por Keitel e Jodl de que o avanço do primeiro dia fora um sucesso e que o cronograma de cinco a seis semanas de campanha seria mantido. Ainda era cedo para afirmar se o ritmo de avanço seria mantido ou se a debandada das forças inimigas poderia se estabilizar na margem oeste do Rio Vístula. De uma forma ou de outra, pouco antes do alvorecer do dia primeiro de setembro, Von Leeb considerou que a ruptura alcançada no dia seguinte era o princípio da desestabilização das defesas do Vístula. Relatórios do norte e do sul, apontavam que as reservas inimigas estavam se dividindo entre ambas as frentes. O XV Exército de Grün, às ordens de Von Bock, lançou-se a um avanço pelo "Corredor" em direção a Chojnice, por volta das 13h00 do dia 1º.

    Conforme as suspeitas, o reconhecimento aéreo informou que os efetivos na região de Varsóvia eram mínimos. A debandada inicial não havia apenas desestabilizado o sistema defensivo a oeste do Vístula, esta o destruíra quase por inteiro. O caminho da capital da Polônia estava livre. Apenas um regimento de cavalaria e batalhões de infantaria se deslocavam em direção a Lódz. Manstein recebeu o apoio do VI. Exército do General Günther von Kluge. O avanço sobre Kalisz foi completo até a madrugada do dia 2. A vitória traria a rendição de mais de sessenta mil soldados poloneses.

    O enorme número de inimigos capturados causou a paralisação das vanguardas motorizadas durante o dia 2, até que o Quartel-General do Centro determinou que somente as unidades de infantaria deveriam prosseguir até que pudesse se encontrar com a linha de frente. Manstein contactou Von Leeb pelo rádio, admoestando-lhe a respeito da necessidade de se capturar Varsóvia o quanto antes. O Coronel-General, por seu turno, respondeu que contactaria o Alto Comando sobre a segurança de conduzir o ataque a cidade diretamente.

    Na madrugada do dia 3, o Supremo Comando em Berlim foi notificado por via-telegrama pelo Alto Comando Soviético, que informava a entrada das tropas soviéticas pelo Leste. A intervenção dos bolcheviques foi informada ao Führer, que conferiu a Jodl e Keitel o aval para um avanço direto para a a capital da Polônia. As ordens foram transmitidas e o avanço teve início ainda naquele dia.



    Colunas blindadas seguiam por estradas e campos desguarnecidos. Tudo parecia um mero exercício como tantos outros que se deram antes da guerra. O avanço foi lento durante a madrugada do dia 4, apenas em virtude do reabastecimento de vários veículos. A noite estava iluminada pelas explosões causadas por bombardeios massivos contra as pistas de pouso e posições inimigas ao longe. Os holofotes em Varsóvia apenas guiavam o caminho, esmaecendo os brilho da Lua ou das estrelas. Nos próximos dois dias, as forças avançavam à velocidade da infantaria, certas da vitória vindoura! Alegres e plenamente motivadas, as tripulações da 1ª Divisão Panzer cantavam:

    Ob's stürmt oder schneit,
    Ob die Sonne uns lacht,
    Der Tag glühend heiß, oder eiskalt die Nacht,
    Bestaubt sind die Gesichter, doch froh ist unser Sinn, ja, unser Sinn!
    Es braust unser Panzer im Sturmwind dahin!

    Seja na tempestade ou na neve,
    Se o Sol sorrir para nós,
    O dia quente ou a noite congelante,
    Os rostos estão empoeirados, mas nossos espíritos estão fortes ... Sim, estão fortes!
    É implacável nosso blindado pelo vento da tempestade!*

    (*Tradução pessoal livre)



    Na manhã do dia 6, as vanguardas da 1ª Divisão Leibstandarte SS Adolf Hitler, que haviam ocupado a vila de Kutno sem enfrentar resistência, avançaram até a região de Plock. Um grande bolsão se formara sobre as divisões no "Corredor". O Grupo Norte havia atraído diversas divisões para a armadilha, enquanto o III Exército do General Friedrich von Boetticher atingiu o Vístula, ao nordeste de Varsóvia. O ataque fulminante das forças alemãs prendera mais de vinte divisões na região do corredor. A ofensiva havia cumprido todos os seus objetivos em uma semana, ao contrário das três semanas que se previa anteriormente.

    O Grupo Sul havia avançado mais lentamente sobre um relevo irregular, mas desmantelando todas as resistências localizadas na região de Katowice. Lançara um assalto sobre Cracóvia na tarde do dia 7. O apoio aéreo foi essencial para a desarticulação das linhas inimigas, infligindo-lhe inúmeras baixas. No Centro, mediante um ataque conjunto, o Tenente-Coronel Von Manstein e o General Von Kluge desferiram os primeiros assaltos contra Varsóvia na noite de 7 de setembro. Contra onze divisões plenamente organizadas e sob intenso bombardeio aéreo, o Major-General Stanislaw Sosabowski mal podia contar com um regimento de cavalaria desorganizado e alguns carros blindados antigos.


    A sorte da Polônia parecia decidida já dia 8. Apesar de prover uma defesa obstinada, a desorganização das tropas do Major-General era latente. Não poderiam salvar Varsóvia, a menos que um milagre ocorresse ou que as unidades ao norte fizessem um movimento quase impossível em seu socorro. Entrementes, o milagre não viera. Pior, quem avançava velozmente a leste de sua posição eram as unidades da vanguarda motorizada da União Soviética. Ao ser informado da iminência do ataque soviético, Sosabowski ordenou o abandono de Varsóvia e a retirada para o sul da capital.

    Ao manobrar conforme o previsto no Plano Branco, mas de forma tão veloz, o Grupo Centro se distanciou quase cem quilômetros do Grupo Sul. A falha operacional não era séria apenas pela incapacidade dos poloneses aproveitarem a oportunidade. No dia 9 de setembro, o Führer foi pessoalmente à Varsóvia, onde condecorou Von Klunge e Von Manstein pela grande capacidade de comando em campo.

    Dois dias depois, unidades de infantaria de montanha entraram em Cracóvia, que sediava provisoriamente o Quartel-General das Forças Armadas da Polônia, sob a bandeira do Marechal Edward Rydz-Smigly. O governo civil, até então sob o controle do Presidente Ignacy Moscicki e do Primeiro-Ministro Marian Zyndram-Koscialkowski, havia se desintegrado. Estes haviam deixado a Polônia 24 horas antes e o país havia passado ao controle direto do Marechal. As tropas polonesas foram partidas ao meio tal qual sua coragem.

    Soldados desmoralizados se rendiam nas primeiras horas de batalha. No noite do dia 11 de setembro, o Quartel-General de Rydz-Smigly sinalizara uma trégua para a rendição. Enquanto tropas espalhadas ainda lutavam, o Marechal da Polônia foi escoltado até o Quartel-General do Coronel-General Gerd von Rundstedt, nas proximidades de Katowice. Sob o céu aberto, o grande militar polonês via formações de bombardeios se dirigindo ao interior de seu País. Seu sentimento de impotência ante ao esfacelamento de seus efetivos era evidente. Mas, em seu veículo, permanecera calmo, certo da sina que lhe aguardava. A rendição seria incondicional.

    Mantendo a formalidade do ato, ambos os comandantes prestaram continência ao se encontrarem. Von Rundstedt entregou-lhe um papel timbrado que fora trazido durante o dia. Não haviam muitos termos ali. A rendição incondicional e o cessar de toda e qualquer resistência deveria se dar nas próximas horas. Por consequência, a Polônia perdia sua autonomia e não mais deveria existir. Após assinar o documento, o Marechal Edward Rydz-Smigly transmitiu mensagens radiofônicas para todo o País, anunciando a rendição completa. Nada mais poderia ser feito. Numa cerimônia honrosa, Rydz-Smigly entregaria seu sabre a Von Rundstedt, indicando o fim de sua bandeira, rendendo-se efetivamente aos alemães.



    As baixas polonesas foram enormes. Entre prisioneiros que se renderam, feridos e aqueles que tiveram sua vida ceifada no campo de batalha, suas perdas ultrapassavam os duzentos e trinta mil. As perdas germânicas foram aceitáveis dentro das estimativas traçadas pelo Supremo Comando. A Marinha de Guerra havia interceptado e afundado dezessete navios cargueiros entre o Báltico e o Mar do Norte, anunciando a superioridade alemã naquelas águas. As operações aéreas franco-britânicas, que tiveram lugar simultaneamente naqueles dias, haviam tentado arrefecer o ímpeto das Forças Armadas da Grã-Alemanha, mas foram fadadas ao fracasso.

    A campanha da Polônia fora o mais retumbantes sucessos militares! Previsto para levar entre cinco a seis semanas, o Plano Branco fora executado em menos de treze dias. A França e a Inglaterra ficaram estarrecidas. Jornais de todo mundo mal puderam informar sobre a situação da guerra e, quando se deram conta, esta já havia avançado bruscamente. Uma vez que o Führer havia proibido as operações aéreas em solo francês antes do fim da conquista no Leste ter terminado, em Paris e Londres, sirenes tocavam e as populações entravam no mais pavoroso dos frenesis sem nada acontecer sequer.

    A Europa e os países da Comunidade de Nações do Império Britânico haviam mergulhado na guerra.

    Como se referia a cantata Carmina Burana, de autoria de Carl Orff, executada em muitas salas de espetáculo na Grã-Alemanha naqueles dias de 1939, a Fortuna selaria o destino das nações. E esta havia entregado o destino do mundo nas mãos alemãs. Era apenas o começo de tudo...




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    1 9 3 9 - Sitzkrieg (Guerra Sentada)

    1 9 3 9 - Sitzkrieg(Guerra Sentada)

    O sucesso obtido na campanha da Polônia pelas Forças Armadas da Grã-Alemanha fora um pesadelo para os Aliados. Prevendo um conflito que demandaria pelo menos três meses, a conquista de treze dias era duro golpe contra as esperanças acerca de um desgaste dos alemães. Não apenas isto, mas a agressão da União Soviética também representava um sério abalo contra as hegemonias políticas no Velho Continente. Temia-se, eventualmente, fusões de esforços germano-soviéticos para a conquista da Escandinávia ou ainda uma aliança direta contra a França e a Inglaterra. Os rumores eram mais aterradores do que a realidade.


    Tripulações de forças motorizadas alemãs e soviéticas, nas proximidades de Lomza, em 10 de setembro de 1939

    Enquanto os combates ainda ocorriam, a Armée de l'Air e a Royal Air Force - a Força Aérea da França e a Real Força Aérea Britânica, respectivamente - tentaram efetuar operações diretas contra a Alemanha, para aliviar a pressão sobre os poloneses e, de alguma forma ilusória, salvá-los. Entretanto, os embates aéreos demonstraram uma clara superioridade tática e técnica da aviação alemã. Quando as baixas começaram a demonstrar a inviabilidade da ofensiva aérea, os Aliados cancelaram suas operações.

    Em solo alemão, os aparelhos abatidos demonstravam a miscelânea de aeronaves: inglesas, francesas, polonesas, canadenses, indianas, sul-africanas... Reservas de diversos lugares do mundo estavam sendo empregadas e derrubadas, seja pela ação dos aviadores alemães e húngaros ou pelo fogo de armas antiaéreas. A falha operacional dos Aliados poderia significar o início de uma avassaladora derrocada de seu esforço bélico.

    A blitzkrieg ou a "guerra-relâmpago" contrariara todas as lições da Grande Guerra. Na opinião dos comandantes alemães, contudo, este conjunto de doutrinas operacionais eram frutos diretos desta, em relação à necessidade de se superar a guerra de trincheiras. Jornais e periódicos internacionais noticiavam sobre a iminência de um ataque à França, incitando um medo delirante em populações civis na Europa Ocidental. O temor sobre o uso de armas químicas era evidenciado no incentivo ao porte e uso de máscaras de gás pela propaganda de guerra.

    Os primeiros dias de outubro foram marcados por tensões em ambos os lados. A despeito de grande partes dos efetivos ainda se encontrarem na Polônia, o oficialato e as tropas esperavam as ordens que lhes levariam à França ou talvez aos Países Baixos. Na França, a espera era pelo ataque, uma vez que os comandantes franceses não se julgaram em condições de deixar suas posições defensáveis na Linha Maginot e se lançarem contra a bem protegida Linha Siegfried - um conjunto de fortificações militares ao longo do Rio Reno. Além disso, o efetivo do Exército Francês presente na região se tornara numericamente inferior, após o emprego das reservas pelos alemães.

    Tampouco o Supremo Comando das Forças Armadas estaria disposto a um ataque frontal contra a França. A obviedade do embate se iniciar na Renânia levara a uma massiva concentração de contingentes. Esta era extremamente nociva aos conceitos táticos empregados na Polônia. No comando de uma força militar composta por mais de meio milhão de soldados, em quarenta e quatro divisões, estava o Coronel-General Gustav Anton von Wietersheim - Comandante-em-Chefe do Grupo-de-Exércitos Siegfried.


    Um general veterano em uma posição que seria de destaque... Caso fosse vinte e um anos antes e a luta se desse da mesma forma que na Primeira Guerra Mundial. Frente às vitórias no Leste, o posto não traria um prestígio de igual paralelo. Von Wietersheim não questionou sua função posto que a força sob sua bandeira fosse a maior dentro do Exército. Fora isso, seus soldados passavam os dias limpando o equipamento e enfrentando testes de resistência física. Houve casos que punições disciplinares foram aplicadas sobre oficiais de baixo escalão que sumiram durante suas folgas. Um general chegou a ser notificado extraoficialmente por ter ido praticar caça em uma das reservas florestais da região.

    Com o fim dos engajamentos aéreos, as tripulações da Força Aérea executaram até mesmo treinos de reparo de aeronaves em menor tempo. Os dias claros de outubro também foram aproveitados para acirradas competições... Em partidas de futebol.


    O Führer se reunira diversas vezes com seu Supremo Comando a fim de discutir a viabilidade de um ataque no Oeste ainda naquele mês ou no começo de novembro. No entanto, alguns dos principais comandantes do Estado-Maior das Forças Armadas, como Erich von Manstein e Heinz Guderian persuadiram Alfred Jodl, o chefe deste departamento, a fim da negativa sobre a invasão à França. As alegações recaíam sobre o baixo número de blindados disponíveis para as tripulações que os aguardavam. Mais do que isso, no caso de uma operação de larga escala, as reservas de munição do Exército não suportariam um possível prolongamento desta. O Comandante-em-Chefe Wilhelm Keitel também era contra a ofensiva, mas por acreditar que as estimativas as reservas francesas poderiam ser enganosas, uma vez que estas já aguardavam um ataque há mais de um mês, ou seja, incorrer neste seria um risco de guerra prolongada.

    Outro importante ponto contra a ofensiva, para certa inconformidade do Führer, fora a postura reticente da Itália. A beligerância da Itália contra os Aliados era vital para o sucesso de uma invasão à França. Na condição de aliada da Grã-Alemanha, não ingressara no conflito como se poderia esperar. Antes mesmo que este ocorresse, Benito Mussolini, o Duce italiano, reunira-se com Hitler a fim de relatar os problemas internos das Forças Armadas Italianas, que se desgastaram na conquista da Etiópia até a ocupação da Albânia. O Duce pedia entre dois a três anos para que seu país estivesse pronto, logo, isso correspondia a uma virtual espera por parte dos alemães. O Führer respeitou a posição de seu aliado, mas estava decidido a entrar em um conflito. Não deixou, é claro, de convidar novamente os italianos para o envio de uma força expedicionária à época da invasão da Polônia. A negativa destes e a própria rapidez com que se deu o conflito, encerrara tal convite e agia contra o ataque em planejamento.

    Finalmente, Adolf Hitler fora convencido das problemáticas envolvidas e tendeu a concordar com o adiamento das operações. A campanha seria postergada ao ano seguinte. Em seu lugar, a sitzkrieg ou a "guerra sentada" se impunha em campo. Ingleses e franceses, por sua vez, mantiveram-se firmes em sua ideia de evitar um ataque à Alemanha. Preparavam-se para uma longa guerra de desgaste. Após o início de novembro, os ânimos naqueles dois países se acalmaram. Fora alguns voos de reconhecimento, os Aliados já passavam a considerar que haviam superestimado os alemães.

    Conforme os dias daquele mês transcorriam, o frio começou a tomar conta da Europa. A pouco mais de um mês do começo do inverno, as últimas precipitações caíam vigorosas na Linha. A sensação térmica despencava conjuntamente. Se antes, os fatores operacionais agiam contra um ataque, agora a realidade do inverno dissipava quaisquer posições favoráveis. A longa tradição militar alemã prezava em evitar operações desencadeadas durante o inverno. Os embates só teriam lugar na primavera de 1940. Um evento, entrementes, captou a atenção dos principais lados antagônicos.

    Conferida a muito como parte da esfera de influência hegemônica da União Soviética, a invasão da Finlândia era prevista desde o Pacto Ribbentrop-Molotov. De fato, o Führer não se importava com a sorte da democracia finlandesa e a entregara definitivamente nas mãos dos bolcheviques desde agosto. Na manhã do dia 15 de novembro, tropas soviéticas teriam aberto fogo contra posições na área da Linha Mannerheim - uma região fortificada em meio a grandes áreas lacustres no solo finlandês da Carélia, para o caso de uma eventual agressão de seus vizinhos.

    Conforme a realidade prática dos fatos, os russos sobrepujavam largamente seus inimigos. Os agressores haviam provado certa capacidade em combate. Apesar dos grandes expurgos ordenados por Stalin, as forças soviéticas haviam vencido escaramuças com os japoneses no Extremo Oriente e orquestrado uma rápida invasão do leste da Polônia. O destino da Finlândia não interessava aos comandantes das Forças Armadas Alemãs, mas a eficiência de suas linhas fortificadas sim. O tempo e a forma que os finlandeses poderiam deter seus adversários, mediante um sistema defensivo, era uma valiosa informação para se calcular os objetivos traçados contra a França.

    Segundo os relatos de correspondentes internacionais, a primeira semana foi marcada por um série de vitórias táticas dos finlandeses. Tais sucessos começaram a exercer grande peso para que o Reino Unido, a França e os Estados Unidos pressionassem veementemente os bolcheviques, de modo que estes encerrassem a agressão. A Suécia enviou equipamento militar e médico para o uso da Finlândia. Secretamente, enviou ainda uma pequena unidade expedicionária para integrar as fileiras da nação vizinha. Os americanos, por seu turno, fizeram grandes empréstimos ao país agredido. O Serviço de Informação da Marinha de Guerra Alemã interceptou até mesmo mensagens inglesas que abordavam um virtual envio de uma força militar à Escandinávia para dissuadir os russos de seus intentos.



    Soldados finlandeses em posições defensivas ao longo da Linha Mannerheim

    Quando as tropas invasoras foram retidas na Linha Mannerheim também na segunda semana de guerra, houve informações de que outras haviam conseguido penetrar o território finlandês pelo norte. As nevascas começaram a castigar duramente o campo de batalha e o avanço dos soviéticos se desacelerou. O Exército da Finlândia empregou um equipamento próprio para as rigorosas condições climáticas. Camuflavam-se na neve em seus brancos uniformes, contrastando com seus opositores, que mantinham o uniforme verde e que os destacava na paisagem. Os franco-atiradores finlandeses fizeram sua fama.

    Em face de suas sérias dificuldades, houve informações de que os soviéticos empregaram maiores efetivos e rapidamente revisaram alguns erros estratégicos iniciais. Unidades blindadas deram guarida ao avanço de suas formações. Na terceira semana de guerra, as posições fortificadas finlandesas estavam no ponto de ruptura. Ao norte, suas forças motorizadas realizaram uma profunda penetração em territórios no centro do país. Percebendo o cerco que se fazia e que eventualmente sua capital poderia ser ocupada, o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Finlândia - Barão Carl Gustaf Emil Mannerheim - iniciou as conversas com o Alto Comando Soviético, negociando as condições da trégua e do armistício. Stalin, que fora informado que seus exércitos estavam no limite de sua capacidade operacional, deu autorização a seus comandantes assinarem os acordos.

    Assinado em 23 de dezembro, o armistício da chamada Guerra de Inverno poria fim não apenas ao conflito como aos planos franco-britânicos de invasão da região. Taticamente, os soviéticos tiveram grandes dificuldades, mas modificaram suas estratégicas empregadas, o que representava uma grande evolução para o Exército Vermelho. Mais do que isso, provara que esta força ainda era dotada de alguma competência, contrariando as opiniões em voga entre os comandantes alemães, franceses e ingleses. Os finlandeses, a seu modo, não tiveram grandes perdas durante o período de um mês e doze dias de conflito. Todavia, suas perdas se deram em dívidas de guerra e uma considerável crise econômica.

    A relativa sensação de estabilidade voltava à Europa, enquanto a indústria bélica da Grã-Alemanha envidava esforços para atender as demandas da Guerra. Os Aliados faziam o mesmo. Até o fim do mês de fevereiro de 1940, a atividade militar se reservou ao espaço da caserna e das linhas fortificadas. Mas, as aparências apenas escondiam a realidade... A mesma calmaria que a respiração profunda antes do mergulho.


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    Bom, só para explicar algumas coisas... De fato seria possível invadir a Holanda, a Dinamarca ou outros países pequenos em 1939. Apenas optei por seguir uma parte da dinâmica natural do jogo até aqui, por questões de narrativa mesmo.
    Não posso esquecer, é claro, de apontar algumas dificuldades que tenho em produzir divisões blindadas e motorizadas antes da invasão da França. Diferente do HoI 3, as divisões não são compostas por brigadas... As divisões são um corpo fixo, que, eventualmente, podem ter diferentes tipos de brigadas adicionadas (apenas uma para cada divisão). Isso faz com que a produção de blindados seja tardia, uma vez que demandam muito IC para tal. 
    
    Algo que me chamou a atenção foi que a URSS, ao contrário do que eu esperava, conseguiu invadir a Finlândia e terminar a Guerra de Inverno muito rápido. Normalmente, os finlandeses sempre seguram eles. Algumas vezes, a guerra termina num empate. Nunca vi os soviéticos fazendo invasão pelo norte e tendo sucesso. Achei interessante...
    
    No mais, este capítulo foi particularmente tedioso, quanto foi este período da "Drôle de guerre" ou "Sitzkrieg". Então, peço desculpas àqueles que esperavam um show magistral. Haverá momentos que eu darei essa "acalmada", caso eu não faça muitas ações in-game. O próximo já terá porrada!

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