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Fotgrafa do exrcito americano registra a exploso que a matou

Incio Notcias
Postado Por Gilson Lorenti em 03 05 2017 em Notcias

As vezes podemos at esquecer que existem diversos conflitos acontecendo pelo mundo. Mas, podemos ter certeza que, independente da importncia geopoltica do conflito, um fotgrafo estar registrando os combates. Seja um fotojornalista de carreira, um membro de uma das ONGs humanitrias, um freelance ou um fotgrafo oficial do exrcito, o conflito est sendo registrado em todas as suas cores. Talvez uma das reas da fotografia mais perigosas existentes, pois ningum est seguro em uma zona de combate. Todo ano temos relatos de fotgrafos mortos em conflitos e, tambm, em acidentes.
Ontem, o Jornal Stars and Stripes (do Exrcito Americano) contou a histria de Hilda Clayton que morreu em 2013 e cuja matria foi publicada na edio de Maio/Junho da revista Army Military Review. Clayton, uma especialista em informao visual ligada 4 Equipa de Combate da Brigada Blindada, 1 Diviso de Cavalaria, baseada na Base Operacional de Avano Gamberi, fazia parte de uma misso de treinamento que certificava as foras afegs em operaes de morteiros.
Ela tinha 22 anos e estava no local encarregada de documentar as operaes e tambm treinar um fotojornalista do exrcito afego. Clayton era um membro da unidade de cmera de combate do exrcito, a 55th Signal Company, com sede em Fort Meade, Maryland, que implantou soldados nas linhas de frente em todo o mundo. Ela foi a primeira especialista em documentao e produo de combate do Exrcito a morrer no Afeganisto.
No dia 02 de julho de 2013 ela estava registrando, juntamente com o fotojornalista afego, o treinamento de uma unidade do exrcito afego com morteiros. Nesse momento um dos tubos explodiu acidentalmente. A foto abaixo foi capturada por Clayton no momento exato em que o tudo do morteiro explodiu.

O fojojornalista afego, cuja cmera pode ser vista no canto da foto, tambm morreu, assim como outros quatro membros do exrcito que estavam em volta.
Somente agora as imagens foram divulgadas, e com autorizao da famlia da fotgrafa. Seu nome foi gravado no salo dos heris na escola de informao da defesa em Fort Meade, onde se graduou em 2012. Como homenagem a sua unidade tambm batizou o seu concurso anual de melhor foto de combate com o nome SPC Hilda I. Clayton Best Combat Camera (COMCAM) em sua memria.
Esses so os perigos de se escolher as atividades mais perigosas dentro do fotojornalismo. Escolher entrar em uma zona de combate apenas com uma cmera j um ato de extrema coragem e faz deste pessoal merecedor de nosso respeito.