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Os Ratos Explosivos da Segunda Guerra Mundial

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Postado Por Carlos Cardoso em 19 05 2017 em Defesa, História

A Guerra, por pura necessidade estimula a criatividade humana. Os mais incríveis planos são formulados. Alguns são apenas ridículos, como a Bomba Gay. Outros apenas não são práticos, como os balões japoneses com explosivos, que viajavam milhares de Quilômetros até os EUA.
Algumas vezes, por pura sorte um plano é ridículo, risível, dá errado mas tudo dá certo.
Foi o caso com os Ratos Explosivos.

Era importante atacar os nazistas não só na frente de batalha, mas no dia-a-dia, tornando a ocupação dos países invadidos custosa. Sabotagem era a ordem do dia, mas como a Convenção de Genebra proibia coisas cruéis como instalar Java nos computadores do inimigo, os aliados usaram outros métodos.
Muitos desses criados pelo SOE — Special Operations Executive, uma agência de inteligência britânica especializada em operações contrarevolucionárias, espionagem e sabotagem. Uma dessas idéias era sabotar com explosivos caldeiras usadas para aquecimento e pequena produção industrial.
Em tempos pré-missão impossível um agente infiltrado não teria tempo de deixar uma bomba com um contador digital fazendo bip bip, era preciso que o sabotador saísse calmamente e a bomba só explodisse BEM depois, assim ninguém associaria os dois.
Surgiu então a idéia de esvaziar um rato, encher de explosivo plástico, com um detonador, fechar de volta e abandonar nas salas de caldeiras, onde era comum aparecerem ratos mortos.

Qual o destino mais comum de ratos mortos? Vão pra caldeira. O detonador seria ativado pelo fogo, o rato explodiria, destruiria a caldeira e com sorte alguns nazistas ou colaboradores. Sem uma busca detalhada mesmo que o sabotador fosse revistado, podia dizer que tinha recolhido o rato pra jogar fora.
O plano teria dado certo se não fossem esses garotos intrometidos, esse cachorro idiota e o primeiro carregamento de ratos explosivos ter sido capturado pelos nazistas. Tudo veio à tona, os ingleses cancelaram todos os planos e pararam de produzir ratos, para tristeza de um fornecedor de Londres, que achava que seus bichinhos estavam sendo comprados por uma Universidade.

Mesmo assim a rotina dos nazistas mudou. Eles acharam fascinante a idéia, exemplares dos ratos foram enviados para Berlim, mostrados nas escolas militares e toda vez que um rato aparecia em uma sala de caldeiras em alguma área militar ou ocupada, tudo parava enquanto especialistas examinavam se era um rato de verdade ou um rato-bomba.
Do mesmo jeito que os ingleses fizeram os argentinos alterar suas rotas de navegação ao sugerir que tinham submarinos na região das Falklands, semanas antes de ter, os ingleses complicaram a vida dos nazistas, e nenhum rato precisou ser ferido.
Exceto os que morreram pro primeiro lote.