https://contraditorium.com/2018/02/2...-na-2a-guerra/
No leia este texto se quer continuar achando o Japo fofinho bonzinho e injustiado na 2a Guerra

Cardoso 27/02/2018

O prisioneiro acordou quando a anestesia comeou a perder seu efeito. Amarrado mesa de operao, ele percebeu horrorizado que seu abdmen estava aberto, um mdico removia seus intestinos. Tomado pela dor o prisioneiro gritava, enquanto os vrios mdicos se revezavam examinando e dissecando vrios rgos. Em dado momento seu brao foi amputado. Ele viu tudo, sentiu tudo por mais de uma hora, at morrer.
Isso no foi obra do Mengele, o prisioneiro era chins, e s mais uma das incontveis vtimas da Unidade 731 do Exrcito Imperial Japons, especializada em pesquisas de guerra biolgica. Localizada em Pingfang, China, a Unidade fez experimentos horrendos com humanos durante toda a Guerra, mas isso no quase divulgado.

Ao Japo no interessa, afinal quem quer ficar relembrando que fez coisas ruins?
militncia de esquerda no interessa, afinal o Discurso Oficial que os EUA so o vilo da histria e o Japo uma vtima inocente.
Ao pessoa da direita no interessa because fuck China.
Aos chineses interessa mas quem fala chins?
Aos EUA, voc vai entender no final do texto.

A Unidade 731 fazia testes de todos os tipos, as vivisseces e amputaes eram feitas para determinar o efeito de perda de sangue em batalha. Outro grupo estudava o efeito de armamentos em corpos humanos. Vivos, claro. Prisioneiros eram amarrados a estacas e bombas detonadas prximos a eles. Tambm eram usados como alvos de granadas e como testes do efeito de lana-chamas em soldados inimigos.
Doenas sexualmente transmissveis eram um problema srio entre os soldados japoneses, ento os cientistas japoneses infectavam prisioneiros com sfilis e outras doenas, e os dissecavam, vivos, aps cada fase da doena. (no os mesmos prisioneiros, claro).
Para testar se essas doenas eram transmissveis de mo para filho eles contaminavam prisioneiros, os foravam a fazer sexo e depois que a mulher engravidava, era dissecada para estudar se a doena passou para a criana. Isso era feito em vrias fases da gravidez e depois do parto. Partos alis costumavam acontecer, todos fruto de experimentos ou estupro. Os recm-nascidos eram usados em experimentos.
Um relato conta que para determinar se instinto materno se mantm mesmo em condies extremas, colocaram uma prisioneira russa com seu beb em uma cmara de gs e observaram sua reao quando comearam a encher a cmara de veneno.

Outros experimentos japoneses incluam uma centrfuga onde um prisioneiro era girado at a morte, cmaras onde a temperatura era aumentada at determinarem o mximo que um humano poderia suportar, e bombardeio com raios-x em doses letais.
Tambm pesquisaram bastante sofre efeitos da hipotermia, deixando prisioneiros nus no inverno congelante da Manchria, submergindo membros dos prisioneiros at congelamento total, que era determinado batendo com um pedao de madeira no membro congelado, e h o relato da mulher que tentou puxar os braos congelados presos e toda a carne se desprendeu, ficando apenas os ossos.
Como complemento dos experimentos de hipotermia, depois que a gangrena se desenvolvia os pacientes eram observados para determinar quanto tempo algum conseguia viver com parte do corpo apodrecendo.
Algumas atrocidades foram gratuitas, o relato de abertura deste texto foi uma mera sesso de treinamento onde novos mdicos aprendiam as tcnicas que deveriam usar nos experimentos. Outros casos tinham uma motivao, como as salas repletas de pulgas contaminadas onde os prisioneiros eram jogados, e acabavam contaminados.

Havia uma cmara de presso para testar os efeitos de mergulhos profundos, era comum os olhos dos prisioneiros saltarem das rbitas. Para descobrir se gua do mar poderia ser usada no lugar de soro fisiolgico, aplicavam injees nos pacientes. Tambm testaram o efeito de injetar urina e sangue animal nas veias dos prisioneiros. Para determinar o tempo necessrio para uma embolia acontecer, ar era injetado em outros prisioneiros. Para sobrecarregar o sistema renal, urina era injetada nos rins.
Um relato em uma exposio recente no Japo descreve como os mdicos enfiaram uma agulha no dedo mdio de um beb de 3 dias, para monitorar mais facilmente a temperatura dele.
O Japo experimentou com Antraz, peste negra, febre tifide e outras doenas. Com o que aprenderam fizeram um ataque biolgico contra Changde, China, onde pulgas carregando peste negra mataram 580 mil pessoas. Isso d oito Hiroshimas mas quem est contando?
Entre as mais de 12000 vtimas da Unidade 731, a grande maioria era de chineses, mas no eram soldados, essencialmente eram civis capturados, com a desculpa de serem bandidos ou comunistas. O resto dos prisioneiros eram coreanos, russos, mongis e at alguns ocidentais mas isso nunca foi confirmado.
O mais assustador que a Unidade 731 no algo excepcional. O Dr. Ken Yuasa relata que era comum em hospitais e clnicas japonesas na China ocupada pedirem polcia um comunista pra praticar. Ele conta de uma vez onde dois prisioneiros foram levados ao hospital, anestesiados e uma equipe de acadmicos os usou para praticar cirurgias de apendicite, amputaes e traqueostomia. Depois de 90 minutos a aula acabou, os dois forma mortos com uma injeo.
Quando os soviticos avanaram e a derrota parecia inevitvel, Tquio mandou dinamitar a Unidade 731 para ocultar as provas do que haviam feito, mas com 2,3km quadrados e um monte de prdios, sobrou muita coisa pra contar a histria.

A maior atrocidade de todas incrivelmente ainda estava pra ocorrer. Com o fim da guerra e quase todos os registros destrudos, todas as informaes sobre as pesquisas existiam apenas na mente dos mdicos e cientistas da Unidade 731. Os Estados Unidos, interessados no conhecimento adquirido em armas biolgicas ofereceu total imunidade aos prisioneiros japoneses.
Eles aceitaram, repassaram boa parte do que aprenderam matando e torturando 12 mil pessoas e saram livres. Nenhum, absolutamente nenhum dos carniceiros capturados pelos americanos foi preso. Os sobreviventes tentavam buscar justia, mas eram acusados de propaganda comunista.
A Unidade 731 mencionada de passagem em alguns livros escolares no Japo, mas quando foi descrita em mais detalhes, o Governo Japons tentou censurar o livro, mas uma deciso da Suprema Corte de 1997 manteve a publicao intacta. A posio oficial do Japo quanto Unidade 731 que infelizmente no h registros oficiais, mas que se algo assim aconteceu muito grave, e desculpa qualquer coisa.
PS: Como voc reparou, tenho meus limites, no vou ficar usando imagens de atrocidades pra ganhar cliques, mas apesar das tentativas japoneses em ocultar o passado, a Unidade 731 ainda est bem documentada em fotos. Se quiser, d uma olhada neste site ou neste aqui, mas no recomendo.
Recursos extras:

Relatos de ex-membros da Unidade 731:


Unit 731, do Slayer, contando a histria da Unidade.



Bibliografia: